O Zoológico de Canoas fez a soltura de seis corujas-suindaras (Tyto furcata), reabilitadas após passarem por alimentação assistida, testes de voo e monitoramento comportamental. As aves chegaram ao zoo em julho.

Foto: Vinícius Medeiros/PMC
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Entre os dias 1º e 3 de julho, quatro filhotes foram encaminhados pelo Ibama após terem sido retirados do ninho, no município de Eldorado do Sul. A prática é considerada crime ambiental, conforme a Lei nº 9.605/98, sujeita a multa e detenção.
Outras duas aves foram encontradas caídas em áreas urbanas de Porto Alegre, sem sinais aparentes de ferimentos.
Durante o período de reabilitação, as aves passaram por avaliações clínicas e comportamentais que garantiram sua aptidão para o retorno ao habitat natural. A soltura ocorreu em área segura, seguindo critérios técnicos e ambientais.
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Reabilitação
Segundo a médica veterinária do Zoológico de Canoas Isadora Favreto, o processo de reabilitação foi fundamental para que os animais pudessem retornar ao ambiente natural com segurança.
“As aves passaram por acompanhamento clínico e comportamental até atingirem condições ideais para a soltura, garantindo que estejam aptas a sobreviver por conta própria”, destacou.
Denúncias de crimes ambientais podem ser feitas à Fiscalização Ambiental de Canoas pelo telefone (51) 3429-2924. Em casos de animais silvestres em situação de risco, o Zoológico de Canoas pode ser acionado pelo número (51) 9787-1078.
Quem é a coruja-suindara?
A espécie é a mais comum no Brasil, bastante conhecida por fazer ninhos em torres de igrejas e locais habitados. Está entre as aves mais “úteis” do mundo, no que se refere à economia do homem, pois consome muitos roedores, principalmente nas proximidades de habitações humanas. O nome suindara vem do tupi e significa “aquele que não come”.