Uma ocorrência pouco comum viralizou na internet na quarta-feira (17): um pato sobre a fiação elétrica, que preferiu não ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros e saiu voando em direção ao solo.
O caso aconteceu no começo da tarde daquele dia, quando os Bombeiros de Canoas foram acionados por moradores do bairro Estância Velha. Conforme o relato, o pato estava na fiação há horas, desde a manhã.
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Foto: Divulgação
Segundo a capitã do comando do 8º Batalhão de Bombeiros Militar (BBM) da cidade, Júlia Calgaro, este tipo de ocorrência é mais comum do que se imagina. Quase diariamente, os Bombeiros precisam resgatar pelo menos um animal.
“O que chamou a atenção é que era um pato na fiação, mas quase diariamente a gente precisa resgatar um animal”, explica. “Acontece às vezes do animal não querer vir com a gente, mas cumprimos nosso papel.”
A capitã aponta que logo após o caso do pato ganhar a internet, houve outro chamado para quem uma equipe se dirigisse até a vala da Curitiba para resgatar uma vaca que caiu no local e não conseguia sair.
“Confiamos no que é dito pelo comunicante para dar início à ocorrência”, observa. “Nem sempre há alguém filmando, mas esse caso do pato, gravaram, e isso gerou muita repercussão.”
Chamados
A demanda do Corpo de Bombeiros é alta em Canoas. Foram 1.133 atendidas somente no primeiro semestre. O número representa um acréscimo de 7% em comparação às 1.057 ocorrências anotadas pelo 8º Batalhão de Bombeiro Militar em período homólogo no ano passado.
Os chamados são diversos, no entanto, ocorrências envolvendo resgate e surgimento de animais têm se destacado diante do quadro, segundo a avaliação de Júlia.
“Pode ser um gato que está preso; um cão que caiu um bueiro; um gambá ou serpente que apareceu no pátio”, observa. “Ou mesmo, como aconteceu neste caso, um pato que saiu do pátio. Fato é que acontece muito e demanda tempo para cada resgate.”