Trabalhar a cultura e as origens é uma missão que pode ser executada em diferentes frentes. Em Ivoti, o sábado (14) carregou esse significado para os integrantes da Colônia Japonesa durante a realização do Undoukai, uma gincana esportiva típica e tradicional no Japão, promovida pela Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira da Colônia Ivoti (Acenb).

Foto: Bruno Morais/GES-Especial
A celebração anual reuniu dezenas de integrantes e ex-integrantes da Colônia, em um momento geracional. Professora da Escola de Língua Japonesa (Nihongo Gakkou) Iaioi Tao marcou presença na gincana e definiu o evento como uma iniciativa “bem familiar”, comemorando a presença dos descendentes de diferentes idades de imigrantes japoneses no encontro.
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Antes do início das disputas esportivas, houve a apresentação do Ivoti Wadaiko, grupo cultural artístico nipo-brasileiro. Sua exibição foi acompanhada de uma performance conduzida por membros da comunidade, um ritual típico do país asiático que costuma ocorrer no mês de agosto no Japão, simbolizando e comemorando o fim da colheita.

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Logo após, foi a vez de crianças de todas as idades, adultos e até idosos participarem da gincana. Diversas brincadeiras e desafios, como bola ao cesto, corrida com pneus e pescaria divertiram à comunidade, promovendo cultura e valorização das origens.

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Reencontros
O Undoukai, ao longo de suas edições, também marca o retorno de ex-integrantes da Colônia Japonesa de Ivoti. Tomoe Hamanaka, de 47 anos, viveu na cidade até os 17 anos. Desde então, retorna com frequência ao município para prestigiar este e outros eventos, especialmente pela integração da filha, Kazumi, de 12 anos, às origens da família. “Manutenção da cultura, ter contato, e o Undoukai é um dos principais (eventos), principalmente para as crianças e adolescentes. Quando lembramos da infância, (a gincana) é uma das coisas que marca mais”, conta Tomoe.

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Acompanhando de perto as atividades e vendo a diversão da filha ao participar dos jogos, a ex-moradora de Ivoti não esconde a felicidade. “É um orgulho de que a cultura é mantida. Principalmente para quem saiu, vemos que ainda existe, ainda conseguem manter, apesar de ser um grupo pequeno, eles (Acenb) estão conseguindo manter bastante. (Sentimento de) Gratidão, com certeza”, finaliza.

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