A guerra no Oriente Médio continua gerando impacto nos combustíveis do País e, portanto, do Vale do Sinos. Em Novo Hamburgo, há preços altos na gasolina e no diesel, além de alterações na grade de horários dos ônibus durante o final de semana para que se possa manter a normalidade nos dias úteis.
Neste domingo (22), a reportagem percorreu cinco postos de combustíveis pelo município. Durante a ronda, foram observados preços de R$ 6,76 a R$ 6,89 na gasolina, com variação de 13 centavos no custo.
Já o diesel S-10 apresenta uma variação maior, entre R$ 7,29 e R$ 7,79 o litro. Nos estabelecimentos visitados pela redação, o preço se manteve na média observada na sexta-feira (20). Não foram localizados locais com falta de combustível.
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O matizador Kipper Fideli, de 39 anos, mora no bairro Jardim Mauá, em Novo Hamburgo. Por dirigir com frequência, já sente o peso no bolso. “Eu gasto combustível diariamente e tá muito caro, uso mais gasolina e aumentou bastante. A gente acaba precisando apertar mais as coisas em casa.”
Já o microempresário Almarate Bittencourt, de 57 anos, morador do bairro Rondônia, tem optado pelo etanol para evitar o baque. “O meu carro é flex, então para mim ainda está tranquilo porque estou usando álcool. Ele faz uma quilometragem boa e é mais viável abastecer. Enquanto eu gastaria R$ 300 em gasolina, gasto R$ 180 em etanol.”
Sulpetro informa que há racionamento no diesel e gasolina
Por meio de nota, a Sulpetro informa que a “Petrobras está restringindo a quantidade de diesel solicitada pelas companhias, o que está acontecendo agora, também, com a gasolina”. O material explica que as distribuidoras não estão entregando na totalidade os pedidos de gasolina dos postos, fracionando as quantidades solicitadas, mas alega que não há desabastecimento e sim uma redução no volume distribuído.
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Confira o texto na íntegra:
“O Sulpetro – entidade que representa os postos de combustíveis do RS – comunica que o abastecimento de diesel continua acontecendo de forma racionada das distribuidoras para os revendedores, segundo relatos dos comerciantes associados à instituição.
Conforme os empresários dos postos, a Petrobras está restringindo a quantidade de diesel solicitada pelas companhias, o que está acontecendo agora, também, com a gasolina.
As distribuidoras não estão entregando na totalidade os pedidos de gasolina dos postos, fracionando as quantidades solicitadas pelas revendas.
O Sulpetro reforça, no entanto, que não há desabastecimento de combustíveis, mas uma diminuição no volume de produtos repassados pelas distribuidoras aos postos.”