Um prédio abandonado há cerca de 10 anos na Rua La Habana, no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, tem sido motivo de temor e revolta entre os moradores do entorno. O imóvel, tomado por lixo, entulhos e até barracas montadas por pessoas em situação de rua e usuários de drogas, foi novamente cenário de um incêndio na manhã desta terça-feira (28).
Segundo os vizinhos, as chamas começaram por volta das 7 horas, após o fogo ser colocado em restos de lixo acumulados no interior do prédio.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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O incêndio rapidamente se espalhou em direção à residência da filha de Rosalia Terezinha Aguirre, de 55 anos, que precisou agir antes da chegada dos bombeiros.
“Eu e a sogra da minha filha apagamos os maiores focos jogando baldes de água”, comenta. Segundo a moradora, esta não foi a primeira vez que colocam fogo no local. “São rotineiros os incêndios, mas há ocasiões em que o fogo se alastra e se torna perigoso, como foi o caso de hoje”, explica.
Invasão de prédio abandonado torna entorno inseguro
Além da preocupação com os incêndios, os moradores também relatam que a presença de pessoas estranhas tem aumentado nos últimos meses, o que gera insegurança. “Meu neto não pode brincar nem na calçada. A gente tem medo, porque nunca sabe com quem está lidando. Não sabemos se estão vindo aqui só pra usar droga ou se tem maldade”, desabafa.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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Rosalia conta que o prédio foi sendo depredado ao longo dos anos. Primeiro, as grades e aberturas foram furtadas. Depois, o espaço passou a ser utilizado para o consumo de drogas e, mais tarde, como abrigo improvisado. A situação se agravou com o acúmulo de lixo, que além dos incêndios recorrentes, tem provocado infestação de ratos, baratas e outros animais nas residências próximas.
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Os moradores afirmam que há anos pedem uma solução e cobram que o poder público intervenha para que o local seja limpo e para garantir segurança da vizinhança. “Não aparece dono, a Prefeitura não vem. Alguém tem que dar uma satisfação, isso não pode continuar assim”, pontua.
A reportagem aguarda posicionamento da Prefeitura de Novo Hamburgo sobre o caso e as providências que serão tomadas para resolver a situação.