A acusada de matar o então companheiro, o escrivão de Justiça Paulo César Ruschel, em 2006, Adriana Guinthner, de 55 anos, optou por não responder aos questionamentos do Ministério Público durante interrogatório realizado nesta terça-feira (5), no Fórum de Novo Hamburgo.

Foto: Geison Concencia/GES-Especial
A ré respondeu apenas às perguntas formuladas por seus advogados no júri popular que apura o assassinato ocorrido na residência onde o casal morava, na Avenida Pedro Adams Filho, no bairro Pátria Nova.
O julgamento começou pela manhã e deve se estender até quarta-feira (6), com previsão de encerramento no início da tarde. O conselho de sentença é formado por sete mulheres.
Durante esta terça-feira, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além da própria ré. O Ministério Público é representado pelos promotores Eugênio Paes Amorim e Robson Barreiro.
Em depoimento à defesa, Adriana afirmou que, na noite do crime, teria sido surpreendida enquanto dormia. Segundo sua versão, uma pessoa teria colocado a mão sobre sua boca e efetuado o disparo que matou Paulo Ruschel dentro da residência.
A ré também negou o relato de uma vizinha do casal, que afirmou ter ouvido discussões meses antes do crime, incluindo supostas ameaças de morte feitas por Adriana contra o companheiro. A acusada classificou as declarações como mentirosas.
Até por volta das 20 horas, o júri permanecia na fase de debates entre acusação e defesa.
Outro ponto que chamou atenção durante o julgamento foi a participação do perito criminal Samir El-Jundi como testemunha da defesa. Conhecido por atuar em casos de repercussão nacional, como o assassinato de Marcos Matsunaga e o caso Henry Borel, o perito afirmou que a perícia realizada na época do crime e parte das investigações apresentariam vícios e inconsistências.