Mais do que livros na biblioteca ou na sala referência, os quase 100 alunos das faixas etárias 2 e 3 da Emei Irmã Valéria, no bairro Canudos, têm acesso à literatura em diversos outros ambientes da escola. Isso porque eles contam com a Afroteca, uma biblioteca itinerante composta por livros afrocentristas e elementos das culturas africanas e indígenas.

Foto: Francine Silva/GES-Especial
“Somos uma escola com uma longa caminhada em temas como diversidade e inclusão, pensando a educação como transformação social”, detalha o diretor Eduardo Zanette. Inclusive, a Emei Irmã Valéria integra a rede de escolas Sementeiras, que tem o objetivo de fomentar e reverberar a inclusão e diversidade na comunidade.
A Afroteca conta com livros com histórias e imagens positivas da negritude, além de elementos dos povos originários. “Tudo isso vem dentro de uma sacola que, ao ser aberta, transforma-se num tapete para a hora do conto”, explica Zanette. Durante a proposta, os alunos ficam livres para explorar os livros, manusear os brinquedos e elementos. Além disso, o grupo escolhe um dos títulos para ser lido pela professora. “Tudo isso acompanhado de um bom chimarrão”, conta.

Foto: Fotos Francine Silva/GES-Especial