Após meses de reclamações, a Prefeitura de Novo Hamburgo iniciou, nesta quinta-feira (6), uma operação para tentar resolver o esgoto a céu aberto que vinha escorrendo na esquina das ruas Paquetá e Rio de Janeiro, no bairro Ouro Branco.
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Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Segundo os moradores, o problema havia iniciado há dois anos, mas nos últimos seis meses o volume de água que escoria pelas ruas e o mau cheiro se agravaram, tornando a convivência insustentável.
“É um alívio eles terem iniciado este trabalho, porque isso já se perdurava por mais de dois anos. É verdade que agora eles vão ter que fazer essa caça ao tesouro para achar a solução, mas, até que enfim”, comemora Marlon Fraga Nunes, 54 anos, que mora na Rua Paquetá e que é apenas um dos moradores que estava incomodado com a situação.
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Diante da situação, equipes da Prefeitura e da Comusa foram mobilizadas para avaliar o local e dar início a um processo de identificação e correção do problema.
O primeiro passo foi a limpeza da caixa de esgoto, com o uso do hidrojateamento da Comusa. Durante o procedimento, foi detectada uma obstrução na rede, o que levou à necessidade de escavação. A equipe da Secretaria de Obras abriu um buraco de aproximadamente três metros de profundidade e localizou a tubulação.
Com o novo acesso, o hidrojateamento foi novamente acionado, mas a rede voltou a trancar cerca de cinco metros adiante, impedindo a passagem completa da água e dificultando a avaliação da real extensão do problema. Até o momento, ainda não há uma solução definitiva, mas as equipes seguem no local realizando um mapeamento completo da quadra e da rede de esgoto.
Rede de esgoto não está mapeada
Durante o trabalho, os técnicos constataram que se trata de uma rede muito antiga, ainda do período em que a Corsan administrava o sistema de água e esgoto de Novo Hamburgo. Essa estrutura não está mapeada, o que tem dificultado a identificação dos trajetos e conexões da tubulação.
Apesar disso, foi possível verificar que a rede continuava recebendo esgoto proveniente da Avenida Coronel Travassos, mas que, ao chegar ao cruzamento da Paquetá com a Rio de Janeiro, a água não conseguia mais escoar por conta da obstrução ou da possível desativação da tubulação. Como resultado, o esgoto se acumulava no ponto, enchendo a caixa e transbordando para o lado de fora, o que fazia a água podre escorrer pelas ruas e provocava o mau cheiro que há meses incomodava os moradores.
A expectativa é de que até o final do dia, as equipes consigam concluir o diagnóstico e definir uma solução definitiva para um problema.