“As pessoas passam aqui e não sabem o que é.” É o que reclama Idailton Alexandre Velho, de 78 anos, presidente da Associação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas de Novo Hamburgo (Atap-NH) sobre o Monumento ao Expedicionário, localizado na Praça da Bandeira, em frente à Biblioteca Pública Machado de Assis.
A construção, instalada em 1967, está sem a placa que lista os nomes dos brasileiros da Força Expedicionária do Brasil (FEB) que lutaram na Segunda Guerra Mundial e voltaram para contar a história. “O major Benno Armindo Schirmer, que colocou esse monumento em 1968, era sócio da Atap, era uma forma de homenagear os nossos pracinhas que foram e voltaram da guerra sem um centavo no bolso, mutilados e passando fome para chegar em casa. Não deram a mínima importância para eles (na época)”, explica.
“Eles (a prefeitura) têm que dar uma ajeitada aqui, não procuraram colocar de novo, saber o nome dos caras. O monumento precisa de pintura também, mas principalmente da placa lembrando os nomes daqueles que voltaram, porque a maioria não voltou”, continua.
Segundo informações disponibilizadas pela Atap, Schirmer, nascido em Cachoeira do Sul em 1923 e falecido em 2016, esteve entre os expedicionários que conseguiram voltar da Segunda Guerra. Registros na Câmara Municipal de Vereadores dão conta de que o major viveu em Novo Hamburgo por pelo menos duas décadas.
A reportagem localizou cobranças realizadas em 2020 na Câmara de Vereadores a respeito da identificação do monumento com a referida placa. Procurada para informar se é possível investir na melhoria, a Prefeitura de Novo Hamburgo afirma que verificará os dados e retornará quando for possível.