As sete submetralhadoras apreendidas ao fim da tarde desta sexta-feira (27) em uma casa no bairro Vila Diehl, em Novo Hamburgo, tinham qualidade semelhante ao armamento policial, segundo o delegado Ayrton Martins, do Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). “Além de ter precisão, as armas também têm controle de qualidade, tanto que o aço usado é de boa qualidade”, mencionou.

Foto: Bruno Morais
A casa fica no final da Rua Arthur Momberger, quase no limite com Dois Irmãos. Outro item que também chamou a atenção foi a impressora utilizada na fabricação, considerada de última geração. Conforme a Draco, o armeiro por trás da fabricação detém conhecimento técnico e não tinha antecedentes criminais. As armas eram vendidas com carregadores de 32 disparos, além de 10 cartuchos para teste.

Foto: Bruno Morais
Áreas do crime
Conforme o delegado Ayrton, as armas eram vendidas para diferentes regiões do estado, além de Santa Catarina e Paraná. Os próximos passos da investigação, segundo ele, ocorrerão “por todas as cidades metropolitanas, interior do Estado e Santa Catarina”.
O preso tem 39 anos. A esposa, de 36, também foi conduzida à delegacia. Outros dois comparsas, cujas idades não foram informadas, foram presos quando estavam prestes a transportar uma das armas, que já estava vendida.
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Foto: Bruno Morais

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“Vamos atrás das outras fábricas”
Ainda conforme a Polícia, cada submetralhadora era vendida por aproximadamente R$ 10 mil. A investigação vai apurar o montante faturado pelo grupo.
“Vamos atrás das outras fábricas, dos outros fornecedores, pois isso faz parte de um desenvolvimento do crime organizado em Novo Hamburgo”, completou o delegado. Segundo ele, criminosos da região vinham apostando em fornecedores locais, justificando a continuidade da operação.