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ENFRENTAMENTO

Ato em defesa da vida da mulher: O que manifestantes pedem em Novo Hamburgo

Mobilização homenageou vítimas de feminicídio no RS e demandou melhorias à Prefeitura

Publicado em: 21/02/2026 às 16h:00 Última atualização: 21/02/2026 às 17h:03
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O ato em defesa da vida da mulher movimentou a Praça do Imigrante no Centro de Novo Hamburgo na manhã deste sábado (21). A ação foi organizada pela bancada feminina da Câmara de Vereadores, composta pelas vereadoras Professora Luciana Martins (PT), Daiane Hanich (MDB) e Deza Guerreiro (PP).

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O movimento, que ocorreria no dia 7 de fevereiro e foi adiado devido à chuva, foi construído junto aos coletivos Comitê Popular de Mulheres NH, Mulheres Quebrando Tabus, Movimento de Mulheres Olga Benario, Associação Cultural Casa da Praça e Conexão AYA, e contou ainda com a presença da deputada federal Maria do Rosário (PT).

Ato em defesa da vida da mulher na Praça do Imigrante, em Novo Hamburgo | abc+



Ato em defesa da vida da mulher na Praça do Imigrante, em Novo Hamburgo

Foto: Amanda Krohn/GES-Especial

A iniciativa, que reivindica a retomada do Centro de Referência da Mulher (CRM) em Novo Hamburgo, contou com passeata em homenagem às 16 vítimas de feminicídio desde janeiro no Rio Grande do Sul.

A vereadora Professora Luciana Martins afirma que, com a manifestação, a expectativa é de sensibilizar o poder público para que as ferramentas de combate à violência contra a mulher sejam fortalecidas.

"Silêncio aprisiona. Informação liberta" é a nova campanha do Grupo Sinos | abc+



“Silêncio aprisiona. Informação liberta” é a nova campanha do Grupo Sinos

Foto: Grupo Sinos

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“Nós vivenciamos hoje uma epidemia de feminicídios no Rio Grande do Sul. Tivemos uma mulher morta em Novo Hamburgo em 2026 assim como tivemos duas em 2025, então trouxemos aqui para a praça um ato para que as pessoas, homens e mulheres, reflitam sobre a necessidade de políticas públicas para enfrentar os feminicídios”, destaca.

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“Temos uma pauta local, que é um Centro de Referência para as Mulheres para acolher todas as mulheres vítimas de violências e evitar que elas se encontrem com seus abusadores, como pode acontecer ao ser atendida no CREAS”, continua.

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Kelly Nascimento é integrante do Coletivo Mulheres Quebrando Tabus, grupo responsável pela organização do abaixo-assinado que cobra o retorno do CRM no município.

“Temos estatísticas de que o CRM funcionava muito bem e é um pilar fundamental na nossa rede de proteção, e a falta dele faz com que haja descontinuidade no atendimento a essas vítimas”, diz, informando que o documento conta com 500 assinaturas (o objetivo é chegar a 2 mil).

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Prefeitura afirma que trabalha na retomada do CRM

A Prefeitura de Novo Hamburgo foi procurada para falar sobre a retomada do CRM, que era prevista no Plano Plurianual apresentado em junho de 2025.

O órgão explica que os atendimentos foram incorporados ao CREAS II no início de 2019, mas que o retorno será trabalhado pelas secretarias municipais de Saúde (SMS), Desenvolvimento Social e Habitação (SDSH) e de Segurança Pública (SMSP).

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“O Executivo realiza, ainda, os trâmites internos para a realização de concurso público para ter condições de chamar os profissionais adequados a trabalhar no CRM. Como primeiro passo concreto nesse processo, o Executivo incluiu o Centro de Referência da Mulher no Plano Plurianual (PPA), garantindo previsão formal para sua implementação e organização adequada”, afirma o órgão, por meio de nota.

O material acrescenta ainda que o executivo investiu na aquisição de uma viatura exclusiva a este tipo de atendimento, que em breve estará disponível.

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Este é um movimento de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher
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