A quantidade de lixo espalhado em uma das calçadas da Rua dos Andradas surpreendeu os funcionários de empresas do bairro Rio Branco na manhã desta segunda-feira (2). Ao chegar para trabalhar em Novo Hamburgo, eles se depararam com embalagens de medicamentos, peças de roupas, acessórios para pets, gases e até livros.

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
Tudo estava espalhado pelo chão, fora de caixas ou sacos. Foi cogitado inclusive a possibilidade de algum estabelecimento ter sido assaltado e os produtos deixados para trás.
Circulando pela rua, a reportagem encontrou a professora de dança Ana Candida. Questionada sobre o lixo, respondeu que se tratava de um descarte feito por ela.
No entanto, fez questão de explicar a situação. “Foi feita uma desratização e alguns materiais foram mexidos pelos ratos e ficaram impróprios para doação. Então precisei fazer o descarte, já que havia urina de rato e outros objetos roídos.”
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Ana explica que colocou o material em caixas identificadas e sacos de lixo. “Separei os medicamentos para descartá-los em local adequado. Os vencidos também.”
A professora reforça que não deixou os o materiais revidados. “Os catadores passaram por aqui e reviram tudo para pegar o papelão e ver o que estava dentro”, conta.
Peludinhos do Vale
Conforme Ana, grande parte dos objetos pertencia à ONG Peludinhos do Vale, que aluga uma sala no prédio e utiliza como depósito. “Infelizmente muita coisa precisou ser descartada. Algumas já não poderiam ser doadas, como medicamentos fora do prazo de validade.”

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
Ana reitera que nada foi descartado de forma irregular e garantiu que vai juntar o lixo novamente. “Estou agora mesmo indo ao mercado procurar sacos mais resistentes. Como hoje [segunda-feira] é dia de coleta, vou ficar esperando para evitar que seja extraviado novamente”, completa.
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