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DESDE 1985

Cepic acompanha avanços tecnológicos há 40 anos em Novo Hamburgo

Centro é o elo entre inovação e alunos da rede municipal de ensino

Publicado em: 10/09/2025 às 10h:40 Última atualização: 10/09/2025 às 10h:40
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Criado em 1º de junho de 1985, o Centro de Experimentação Pesquisa e Inovação Científica (Cepic) comemora 40 anos de incentivo à tecnologia para crianças e adolescentes de Novo Hamburgo. A trajetória, marcada por avanços tecnológicos, esteve sempre alicerçada na aprendizagem e nos impactos que a cultura digital pode trazer para os alunos.

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Coordenadora do Cepic destaca evolução nestes 40 anos | abc+



Coordenadora do Cepic destaca evolução nestes 40 anos

Foto: Laura Rolim/GES-Especial

A criação do Cepic nasceu através do professor e secretário de Educação na época Ernest Sarlet, conforme contam Janaína de Matos Magalhães do Santos, coordenadora do Cepic, e Alexandra Rita Flores, assessora de tecnologias digitais. As duas estão há quase 15 anos envolvidas com a temática no município e compartilham as mudanças na educação desde a implementação do Cepic.

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De 1985 para cá, muita coisa mudou. Antes, o estudante utilizava a linguagem de “logo” para aprender, em que se utilizavam conceitos de programação e raciocínio lógico de forma intuitiva, principalmente para crianças. Ela é conhecida pela metáfora da tartaruga, um cursor que se move na tela e desenha conforme comandos recebidos, permitindo a criação de desenhos e animações.

Janaína conta que, na época, um grupo de professores se especializou para poder atender os estudantes do município. O atendimento antes era feito na própria Secretaria de Educação, com atividades extraclasse. Depois, alguns telecentros, os chamados laboratórios de informática, foram instalados em alguns bairros para atender os alunos.

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Mudança

Já em 1995, 10 anos depois da criação do Cepic, houve uma mudança na aprendizagem. Os computadores passaram a ter interface, o que ampliou as estratégias pedagógicas. “O estudo continuou, e começamos a ter uma ampliação estrutural, que acontecia a nível de município, mas se refletiu também no âmbito estadual e depois federal. Novo Hamburgo acabou sendo referência para esses programas”, lembra Alexandra.

O atendimento, então, deixou de ser extraclasse, pois cada escola passou a ter seu próprio laboratório e a aprendizagem tecnológica passou a fazer parte da rotina dos alunos. Além disso, em 1990 também, o professor Ernest Sarlet trouxe um conjunto de robótica educativa para os estudantes da rede, que também passou a ser inserido na modalidade extracurricular. “Então, desde o século passado, Novo Hamburgo conta tanto com aulas de informática quanto robótica”, pontua Janaína.

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Aprendizagem da cultura digital ao longo dos tempos

Outro marco do Cepic foi em 2010, quando houve um upgrade de computadores. Novo Hamburgo foi um dos municípios que experimentou utilizar um computador por aluno e, assim, deu início aos dispositivos móveis. “O que mais fica marcado para nós é essa virada de inovação tecnológica, em que sempre estamos fazendo a leitura de mundo, acompanhando as mudanças e tentando trazer para os alunos conforme a linguagem do momento”, destaca Alexandra.

Já em 2018, o município passou a experimentar os chromebooks e considerar o ambiente digital na nuvem. “Em todos esses anos, trabalhamos muito na formação dos professores e como essas novidades serão inseridas em sala de aula. Além da transformação da escola e na infraestrutura que ela precisa para dar conta do trabalho”, pontua a assessora de tecnologias digitais.

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As professoras ressaltam que o trabalho do Cepic não é focado nos equipamentos e recursos, mas na aprendizagem da cultura digital. “O objetivo é potencializar a aprendizagem, em como essa cultura digital, gerada por esses elementos, influencia a vida das pessoas”, analisa Alexandra.

Elas explicam que, atualmente, um dos focos da aprendizagem é o acesso à Internet, segurança, cuidados com uso de senhas e regras de convivência no ambiente digital. “Nossa preocupação é com a segurança das crianças. Queremos que eles estejam seguros, e a escola tem a função de trabalhar isso”, reforça Janaína.

Cepic retomou oficinas a estudantes em junho deste ano

Com a inauguração do Centro de Inovação e Tecnologia, o Cepic agora atua dentro da sede, na Rua Mundo Novo, 805, Sala 8, no bairro Canudos. No local, oficinas de programação e robótica são oferecidas no contraturno para alunos da rede municipal.

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Em junho, dois cursos gratuitos voltados ao ensino de tecnologia para crianças e adolescentes foram iniciados, marcando a retomada do oferecimento de oficinas aos alunos da rede municipal após uma pausa iniciada em 2018. Ao todos, foram cinco encontros, com 20 participantes, que aprenderam conceitos de programação e lógica de forma lúdica e interativa.

As duas oficinas oferecidas foram “Hora do Código – Aventuras Criativas com Scratch” e “Experimentações com Robótica Educacional”. A primeira ensinou fundamentos do pensamento computacional por meio da criação de jogos, histórias e animações com as plataformas Scratch e Scratch Jr. Já a segunda trabalhou com noções de eletrônica, mecânica e programação com blocos.

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Legado deixado para o Município

Para Alexandra, considerar os 40 anos de história do Cepic “é perceber que ao longo desse período, a experimentação e o estudo se mantiveram. É considerar a leitura de mundo e garantir que nossos estudantes possam ter o melhor, pois eles são o nosso presente”, completa a assessora do Cepic.

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