Antes mesmo das cheias que assolaram diversos municípios em 2024, algumas áreas de Novo Hamburgo já sofriam com alagamentos, especialmente nesta época do ano. Mas o trauma da maior catástrofe climática que o Rio Grande do Sul já vivenciou deixou moradores ainda mais apreensivos.

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial
Na Rua Bruno Werner Storck, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo, há interrupção no trânsito, embora muitos veículos se arrisquem neste sábado (21). A moradora Celita Pinheiro Dickel, 65 anos, acompanha a situação juntamente com as netas, as estudantes Sophia Oliveira dos Santos, 7, e Isadora dos Santos, 10.
“Moro aqui há mais de 30 anos. Por enquanto vamos ficar em casa e estamos cuidando para ver se a água vai subir mais. Já tivemos esse problema antes, mas ano passado foi bem pior, agora eu tenho trauma. As crianças tiveram problemas respiratórios e perdi tudo em 2024”, conta Celita.
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Foto: Juliana Nunes/GES-Especial
O bairro rural Lomba Grande, também em Novo Hamburgo, registra pontos com alagamentos neste sábado (21). Na Integração há áreas alagadas nas ruas Alfredo Pressi e Alcido Osmar Klein.
“No ano passado perdemos muita coisa e nos outros anos também já tivemos alagamentos aqui na rua. Desta vez, o prefeito colocou bombas extras e acredito que isso está ajudando. Acho que se a água subir ainda ela vai chegar na rampa da casa, mas não vai entrar. Ficaremos de olho”, diz a dona de casa Elizabeth Walter, 59, que mora na rua Alcido Osmar Klein.

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Na Alfredo Pressi, o morador Serafim Laugério de Souza Silva, 71, retirou os veículos da área de sua residência. “Vou continuar em casa, mas por precaução já tirei o carro e a moto do pátio. Em 2024 perdi tudo e a gente fica com medo. Em 2023 também passei por alagamentos. Vou ficar monitorando para ver se a água vai avançar”, comenta.
Já na área da Casa de Bombas, no bairro Santo Afonso, não há registros de alagamentos. Segundo a Prefeitura de Novo Hamburgo, a operação está a pleno funcionamento.
Às 11 horas deste sábado (21), o Rio dos Sinos em Novo Hamburgo estava em 6,76 metros. Acima de 6,60 metros é classificado como alerta de cheia. Em caso de necessidade, moradores devem entrar em contato pelo 153 e WhatsApp (51) 99768-3309.
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