A circulação de caminhões em determinados pontos da Avenida Maurício Cardoso virou motivo de reclamação no bairro Hamburgo Velho, em Novo Hamburgo. Desde 2010, a passagem de veículos acima de 3.500 quilos é proibida no local com o objetivo de contribuir com a preservação de prédios históricos.
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Foto: Amanda Krohn/GES-Especial
A advogada Arlete dos Santos, moradora da localidade, comenta que o desrespeito à legislação é constante. “Os caminhões descem a Maurício, entram no Centro Histórico e adentram pela Piratini. E há muitos que cruzam livremente e todos os dias o Centro”, reclama.
“A fiscalização existe, eventualmente, mas não consegue coibir essa situação. Precisamos de uma medida concreta e eficaz, muito foi discutido e solicitado ao setor de Trânsito, mas nada que resolva o problema”, completa.
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A reportagem também foi até o local e pôde observar que, em menos de quinze minutos, mais de cinco veículos trafegavam pela área — ignorando a placa de proibição disposta na beira da via.
Legislação existe para preservar estrutura dos prédios
O secretário municipal de Cultura, Angelo Reinheimer explica a importância da lei que proíbe o tráfego de veículos pesados no local. “A medida, na época, foi tomada pela preservação do Centro Histórico de Hamburgo Velho. A passagem de veículos pesados estava fazendo com que os prédios históricos apresentassem rachaduras. As estruturas desses prédios e da própria canalização de água e esgoto não foram construídas para suportar a passagem desse tipo de veículo”, esclarece.
Ele destaca que foi a ampliação de uma restrição anterior pelo tombamento da Casa Schmitt-Presser (atualmente Museu Comunitário Casa Schmitt-Presser), em 1985, que previa a proibição em um raio de cem metros do local. Posteriormente, em 2015, todo o bairro foi tombado historicamente pelo Instituto do Patrimônio Histórico Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Prefeitura afirma que é necessário estudo para implantação de equipamentos eletrônicos
A Prefeitura Municipal foi procurada pela reportagem para explicar se há planos para reforçar o monitoramento na localidade, seja com pardais, câmeras de monitoramento ou algum outro equipamento.
Em resposta, reforçou, por meio de nota, que o tráfego de veículos pesados é proibido no trecho da Avenida Dr. Maurício Cardoso entre as ruas Ribeiro de Almeida e General Daltro Filho.
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“O tráfego é permitido apenas nos demais trechos da avenida ou para caminhões abaixo desse limite de peso. De acordo com a Diretoria de Mobilidade Urbana, o acesso e a saída de caminhões do setor de cargas do supermercado devem ocorrer pela Rua Piratini, utilizando a Rua André Barretta Graff como via de entrada e saída.”
O orgão completou que “os caminhões que circularem no trecho restrito estão sujeitos à fiscalização da Guarda Municipal e poderão ser autuados por infração de trânsito” e que a Guarda realiza a fiscalização nesse pono e em outros locais como parte da rotina de patrulhamento.
Sobre a possibilidade de implementar equipamentos eletrônicos, a Prefeitura explicou que seria necessário que a Diretoria de Mobilidade Urbana (DMU), da Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (SMOPI) realizasse estudos, uma vez que implicaria em impactos na realidade local.
“Embora não haja estudo em andamento para o ponto referido, GMNH e DMU seguem atentos à fiscalização e em conversas sobre alternativas”, finaliza.