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DOMINGO CONTRA O INTER

Com ambição de pontuar, Zimmermann projeta estreia do Noia no Gauchão

Treinador do Novo Hamburgo concedeu entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira

Jorge Grimaldi
Publicado em: 09/01/2026 às 16h:24 Última atualização: 09/01/2026 às 16h:25
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O técnico Rogério Zimmermann concedeu entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (9), no Estádio do Vale, e projetou a estreia do Novo Hamburgo no Campeonato Gaúcho. No domingo (11), às 18 horas, o Noia vai a Porto Alegre para enfrentar o Inter, na primeira rodada da competição.

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Antes da fala do treinador, o presidente Jerônimo Freitas realizou um breve pronunciamento e respondeu a perguntas da imprensa. O dirigente iniciou agradecendo a presença dos jornalistas, que tiveram a oportunidade de conhecer a nova sala de imprensa do clube. “Que tenhamos um 2026 mais próximos, imprensa e clube, para que possamos vender a imagem do clube para fora. O clube se reestruturou para ter um 2026 de sucesso”, afirmou.

Treinador Rogério Zimmermann concedeu entrevista coletiva nesta sexta | abc+



Treinador Rogério Zimmermann concedeu entrevista coletiva nesta sexta

Foto: Jorge Grimaldi/GES-Especial

Adversário de domingo

Questionado sobre o Inter, que pode atuar com time misto, Zimmermann pregou respeito máximo ao adversário. “Jogar contra o Inter vai ser sempre difícil em qualquer situação. Estamos falando de mundos diferentes. Esse grupo que vai começar está treinando há muito mais tempo. Se for pegar o currículo, são jogadores que jogaram o Brasileirão agora. Nós viemos de uma Divisão de Acesso, é outro nível. Só estar no Inter já mostra que o jogador fez muita coisa boa para estar lá. Eu vejo dificuldade, mas é bom jogar esse tipo de partida. Fizemos um esforço grande na Divisão de Acesso, que está cada vez mais difícil de subir. Esse enfrentamento é preocupante e desafiador. A gente sempre vai ter ambição de pontuar, e é isso que vamos tentar”, afirmou.

Preocupado e confiante

Zimmermann também abordou o tema preocupação, que foi manifestada após a vitória por 2 a 1 no jogo-treino diante do Caxias, no último sábado. Segundo o treinador, o sentimento está diretamente ligado à mudança de nível da competição e às exigências do Campeonato Gaúcho.

“Preocupado estou, justamente pela experiência que tenho. Vim da Divisão de Acesso e os parâmetros são diferentes. A equipe e o atleta crescem quando se joga com equipes de cima, em competições que exigem mais. Fizemos bem a Divisão de Acesso, mas acredito que seja um outro mundo diferente do que vamos jogar. Nossos dois primeiros jogos são Inter e Juventude”, destacou.

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O comandante anilado explicou que o tamanho do elenco também pesa neste momento inicial do campeonato. “A preocupação é por saber que a competição que vencemos é diferente desta. Nós temos um grupo pequeno, uma margem de erro pequena, e precisamos contar com poucas lesões e suspensões. O contexto me faz ficar preocupado, mas isso não quer dizer falta de confiança. Você pode estar preocupado e confiante ao mesmo tempo”, pontuou.

Mesmo assim, Zimmermann elogiou as contratações realizadas e reconheceu o esforço da direção. “Fiquei contente com as contratações. Talvez tivesse mais tranquilidade se fosse um número maior, mas isso não é culpa de ninguém. A direção deu todas as condições, mas isso pode esbarrar na situação financeira. Existem outros clubes, outros estaduais, e algumas dificuldades na formatação do grupo, o que é normal”, explicou.

Objetivos de 2026

Dentro desse cenário, o treinador reforçou o principal objetivo do clube na temporada. “Um dos grandes objetivos do Novo Hamburgo é permanecer nesta divisão e conseguir um calendário para 2027, para não passar pelo que estamos passando agora. Esse é o fato e temos que aceitar. Ficamos em um risco grande e precisa dar tudo certo para termos um campeonato viável”, completou.

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Ao analisar o contexto geral do Gauchão, Zimmermann destacou o equilíbrio entre as equipes. “Cada clube tem suas coisas. Nós mantivemos a base. Uns têm investimento maior, outros têm calendário maior, cada um com suas particularidades. A gente tenta usar o que temos de bom, no nosso caso, a manutenção da base. Eu sempre vejo equilíbrio. Vários times continuam com seus treinadores da temporada passada. Se analisar um por um, todos têm coisas boas e nem tão boas. Jogar a Divisão de Acesso pode atrasar um pouco em relação aos clubes que disputaram Série C, Série D ou Copa do Brasil, mas no fim há equilíbrio. Nesses primeiros jogos vamos ter uma ideia melhor”, avaliou.

O legado 

Por fim, o treinador falou sobre o legado que busca deixar no clube. “É uma preocupação sempre. Quando a gente sair, a ideia é deixar o clube melhor do que eu encontrei, e que os próximos façam a mesma coisa, para o clube crescer. Olhando para a sala de imprensa, as próximas pessoas já vão ver a diferença. Não é ter muita preocupação com quanto tempo você vai ficar, mas com o que faz nesse tempo. Tem que ser intenso e, depois, olhar para trás e ver que colaborou de alguma maneira”, concluiu.

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