Começa nesta terça-feira (18) a 48ª edição da Fimec – Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes -, na Fenac, em Novo Hamburgo. A mostra, que conta com 400 expositores do Brasil e de outros sete países (Colômbia, China, Emirados Árabes Unidos, Itália, Peru, Turquia e Uruguai), deve receber até esta quinta-feira (20) cerca de 20 mil visitantes profissionais brasileiros e do exterior.

Foto: Diego Soares/Divulgação
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Márcio Jung, diretor-presidente da Fenac, empresa promotora da Fimec, destaca a relevância que o evento tem frente ao mercado coureiro-calçadista mundial. “Nesta semana, Novo Hamburgo se torna o ponto de encontro da indústria do couro e do calçado no mundo. É um evento que reúne tudo que é necessário para a produção de couros e calçados”, afirma. O dirigente acrescenta que a mostra também tem o caráter de contribuir na preparação das empresas para atender às demandas atuais do mercado. “Sejam quais forem as demandas, a Fimec traz soluções, materiais e equipamentos para a melhoria do processo produtivo, contribuindo assim para competitividade seja no mercado interno ou no externo”, comenta.
A 48ª Fimec atingiu 10 mil metros quadrados de área comercializada, o maior volume desde 2017. “Este recorde demonstra o interesse da indústria em discutir pautas essenciais sobre o futuro do setor e em impulsionar o desenvolvimento econômico do segmento”, acrescenta Jung.
Destinada a profissionais e empresas do segmento, a Fimec ocorre, em seus três dias, das 13 às 20 horas.
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“Momento efervescente”
No começo do mês, os Estados Unidos, maior consumidor mundial de calçados em valores movimentados, aumentaram impostos sobre importações da China (de 10% para 20%) e do México (para 25%). Segundo Jung, este movimento traz reflexos para a Fimec. “É uma tarifa global que atinge países produtores de calçados. Um deles é o maior produtor mundial (China) e o outro é um grande exportador (México), que exporta mais calçados que nós para o mercado americano. Então, vivemos uma feira mundial, numa movimentação que recrudesceu nos últimos 30 dias. A Fimec ocorre com grande expectativa em importante momento econômico e efervescente.”
“Imprescindível para o setor”
Diante de todo este cenário da vivido na economia mundial (com o aumento de tarifas de importação pelos Estados Unidos), Jung reitera que a 48ª Fimec “ganha ainda mais relevância” para o cluster coureiro-calçadista. “É evidente que estar dentro de um ambiente de negócios como este (na Fimec), que acontece tudo isso, se torna ainda mais imprescindível para quem faz parte do setor”, comenta.
A 48ª Fimec tem como tema “Onde sustentabilidade, negócios e relacionamento se encontram”, com o objetivo, segundo a organização, de mostrar uma “indústria mais consciente das demandas de sustentabilidade e inovação”.