Rodas para o alto, corpo sobre o guidão e mão no chão: essas são algumas das manobras que definem o “grau”, uma nova modalidade que ganhou espaço entre os apaixonados por bicicletas. Essa cultura, originada nas periferias de São Paulo, vem conquistando cada vez mais adeptos no Rio Grande do Sul, especialmente entre crianças e adolescentes que buscam desafiar as leis da gravidade.
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Foto: Letícia Breda/GES-Especial
Desmarginalizar essa brincadeira famosa entre os jovens foi o principal objetivo durante um encontro de competidores de grau neste domingo (26), em Novo Hamburgo. Acompanhados de suas bicicletas, mais de 100 participantes de diversas cidades da região lotaram a Rua Oswaldo Arthur Hartz, no bairro Canudos. O local foi fechado para os praticantes terem segurança durante a realização das manobras.
Essa foi a primeira vez que um evento dessa magnitude chegou no município. Até então, o encontro da modalidade já tinha acontecido em cidades como Parobé e Cachoeirinha. “O grau é felicidade, a gurizada brincando e diversão. Estamos presentes para mostrar que isso não é marginalidade”, afirma Maria Rosinete Pereira, uma das organizadoras.

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O evento em Novo Hamburgo teve como foco a união e o entrosamento entre os praticantes dessa modalidade, sem caráter competitivo. Entre os participantes estava Bryan Gabriel Fraga, de 10 anos, morador do bairro Canudos. “Quis aprender mais sobre o grau porque vi vários amigos praticando. Já sei fazer várias manobras. Esse é um evento muito legal porque aprendemos coisas novas com os mais experientes”, comenta.

Foto: Letícia Breda/GES-Especial
Coragem é o que não falta para os jovens que se aventuram no “grau”. Vinicius Silva, de 17 anos, que pratica há um ano, tem o desejo de fortalecer essa prática no Rio Grande do Sul. “Somos uma família, e aqui falta estrutura igual São Paulo. Por isso, estamos tentando aumentar a popularidade do esporte”, pontua.
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Apoio de mãe
Enquanto os jovens desafiavam uns aos outros com manobras radicais, pais e mães acompanhavam atentamente da calçada. A terapeuta Daiana Regina Cunha dos Santos veio de Portão assistir o filho Isaque, de 16 anos. “Fico com o coração na mão, mas é algo que ele gosta muito e incentivo a participar. O Isaque encontrou nessa modalidade uma motivação para sair da depressão, e isso foi muito importante”, ressalta.