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REUNIÃO

Constrangimento em cemitério motiva revisão de procedimentos em Novo Hamburgo

Prefeitura e funerárias discutem mudanças na forma de informar medidas dos caixões para evitar novos problemas

Publicado em: 04/11/2025 às 19h:00 Última atualização: 04/11/2025 às 19h:02
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Após constrangimento durante um sepultamento no Cemitério Municipal no último sábado (1°), representantes de funerárias de Novo Hamburgo se reuniram nesta terça-feira (4) na Prefeitura com o secretário interino da Secretaria de Obras Públicas e Infraestrutura, Marcelo Luz da Silva.

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Encontro buscou alinhar comunicação entre funerárias e a Prefeitura | abc+



Encontro buscou alinhar comunicação entre funerárias e a Prefeitura

Foto: PMNH

Conforme informou a administração municipal, durante o encontro, foi sugerida uma mudança no momento de informar ao cemitério o tamanho do caixão que será utilizado em cada sepultamento. A proposta é substituir a indicação do peso pela medida da largura.

Participaram da reunião as funerárias Krause, Rincão, Avenida, Lopes e Daniel.

O caso

Nicolau Adams Pivotto, de 33 anos, morreu última na sexta-feira (31). Morador do bairro Boa Saúde, Pivotto faleceu na Serra gaúcha. Ele estava trabalhando quando passou mal no dia 19 de outubro e precisou ser levado à UPA. Depois, foi encaminhado ao Hospital Geral de Caxias do Sul, onde faleceu por complicações da Covid-19.

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Por pesar 180 quilos, o caixão da vítima precisava de um espaço adequado. Como Pivotto morava em Novo Hamburgo, a família decidiu, então, pelo sepultamento na cidade, mas se deparou com uma situação delicada no Cemitério Municipal.

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“A funerária entrou em contato com o cemitério. Disse que possuía uma gaveta para o tamanho dele disponível”, contou João Paulo Adams Pivotto, irmão do falecido.

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No entanto, o espaço era apertado, e, para tentar “encaixar” o caixão, as alças foram quebradas. “Foi caro [o caixão]. Tentaram colocar de lado e estragaram ainda mais, constrangendo a família.”



Segundo o irmão da vítima, o que ocorreu na sequência foi ainda mais constrangedor: “Abriram covas de outras famílias. Tiraram caixões na nossa frente para tentar sepultar o meu irmão. Disseram que estavam inadimplentes [falecidos retirados]. Vimos saco com ossos sendo puxados”. Por fim, sem sucesso, os coveiros cavaram uma nova cova no chão. 

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Apesar da situação, diz que os coveiros foram respeitosos com a família e elogiou os funcionários da funerária contratada. “Ficaram conosco até o final.”

O que disse a Prefeitura na ocasião

Ainda no final da tarde de sábado, a Prefeitura de Novo Hamburgo divulgou uma nota afirmando que o atraso no sepultamento foi motivado pelas dimensões do caixão, um modelo especial com capacidade para até 200 quilos. “Como na época da construção do cemitério não foram previstas gavetas para casos desse tipo, foi necessário disponibilizar um espaço no solo para o sepultamento.”

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*com informações de Juliano Piasentin

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