A revisão tarifária na ordem de 25,52% nos serviços de água e esgoto de Novo Hamburgo autorizada pela Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento do Rio Grande do Sul (Agesan) será implantada pela Comusa a partir de 1º de fevereiro. No entanto, segue em aberto a decisão de como se dará a aplicação deste índice.

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A reunião entre a Comusa e a Agesan, que ocorreria nesta segunda-feira (20), foi cancelada. A nova data ainda não foi marcada. O encontro seria para decidir se o reajuste será aplicado de forma integral já na fatura referente a fevereiro ou de forma escalonada para diminuir o impacto no bolso dos clientes.
A expectativa é que a reunião aconteça ainda nesta semana. Considerando o índice cheio da revisão tarifária, o impacto prático para os consumidores pode variar de R$ 0,74 a R$ 2,08 no valor de cada metro cúbico de água consumido, dependendo da categoria que imóvel se enquadra.
Enquanto isso, Comusa e Agesan realizam uma análise conjunta dos cálculos tarifários. A administração municipal explica que o objetivo dessa revisão é garantir que a aplicação do aumento seja feita de maneira justa e transparente, ao mesmo tempo em que se busca reduzir os possíveis efeitos negativos para a população.
Conforme nota enviada por sua assessoria, o prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck (PP), solicitou à direção da Comusa alternativas para a implementação do reajuste. De acordo com o diretor-geral da Comusa, Paulo Kopschina, “os esforços estarão concentrados em minimizar impactos aos cidadãos”.
Entenda o reajuste
O reajuste da tarifa de água foi aprovado em 27 de dezembro pelo Conselho Superior da Agesan. O aumento de 25,52% foi determinado principalmente devido à necessidade de quitação de uma dívida histórica de R$ 160 milhões da Comusa com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan).
Esta dívida foi contraída quando a Comusa assumiu a gestão dos serviços de água e esgoto da cidade e se arrasta há mais de 25 anos. Além do pagamento da dívida, o índice autorizado pela Agesan levou em consideração os investimentos necessários para que a Comusa alcance a universalização do tratamento de esgoto e água em Novo Hamburgo.
Durante a discussão, foram analisadas três propostas de reajuste: uma de 32,8%, válida por um ciclo de quatro anos e com o compromisso de manter o pagamento de precatórios; uma de 25,52%, com um ciclo de cinco anos para a quitação da dívida; e uma proposta mais baixa, de 8,55%, que não incluía o pagamento dos precatórios.
Antes de deixar o cargo, no fim do ano passado, o então vice-prefeito e diretor-geral da Comusa, Márcio Lüders, emitiu nota defendendo que o índice de revisão tarifária aprovado pela Agesan era exagerado. Ele pediu publicamente que o novo governo hamburguense não aplicasse o índice integral, sob pena de aumentar a inadimplência.
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