A proposta de implantação do Aeroporto Internacional 20 de Setembro, projetado para a região entre Portão e Nova Santa Rita, voltou a ser tema de articulação nesta semana. Em reunião realizada na sede do Grupo Sinos, em Novo Hamburgo, na manhã desta quarta-feira (3), integrantes do comitê que defende o empreendimento discutiram estratégias para recolocar o projeto na pauta do governo federal e buscar avanços nas tratativas para sua viabilização.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
Participaram do encontro o fundador do Grupo Sinos, Mário Gusmão; o coordenador do Comitê Pró-Aeroporto Internacional 20 de Setembro e ex-piloto da Varig, Nelson Riet; o integrante do comitê técnico, Marco Müller; o ex-prefeito de Novo Hamburgo e ex-conselheiro do Grupo Sinos, Miguel Schmitz; o ex-prefeito de Nova Santa Rita, Francisco Brandão; e o presidente estadual do PSB, Beto Albuquerque, e seu assessor, José Luís Barbosa.
Articulações em Brasília
Durante a reunião, Albuquerque assumiu o compromisso de auxiliar na articulação de uma audiência junto ao Ministério de Portos e Aeroportos para apresentação dos estudos e documentos atualizados do projeto. Segundo ele, a proposta precisa voltar a ser debatida em Brasília, especialmente após os impactos causados pelas enchentes de 2024, que interromperam por meses as operações do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.
“Agora não é mais discutir projeto. Agora é executar o projeto. O governo federal precisa comprar essa área para que ela faça parte definitiva de um projeto urgente e necessário desde as enchentes de 2024”, afirmou.

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De acordo com o comitê, a implantação do aeroporto teria como objetivos ampliar a infraestrutura aeroportuária gaúcha, oferecer uma alternativa operacional ao Salgado Filho em situações de interrupção e criar uma estrutura voltada ao transporte de cargas de maior porte.
Albuquerque destacou que a proposta não prevê a substituição do principal aeroporto do Estado, mas a criação de uma estrutura complementar. “Não significa substituir o Salgado Filho. É preciso ter uma alternativa e uma verdadeira pista de carga que permita ampliar a competitividade do Rio Grande do Sul”, disse.
Projeto voltou ao debate após enchente
A discussão sobre o Aeroporto 20 de Setembro ganhou novo impulso após a enchente histórica que atingiu o Estado em maio de 2024 e levou ao fechamento do Salgado Filho por vários meses. Desde então, entidades empresariais, lideranças regionais e integrantes do comitê pró-aeroporto têm defendido a retomada dos estudos e das articulações institucionais relacionadas ao empreendimento.

Foto: Arte Alan Machado/GES
“O prejuízo que tivemos com o Salgado Filho fechado em 2024, custaria a desapropriação dessa área. Foram quase R$ 150 milhões de prejuízo sem ter aviação aqui. Nossa ideia é ir muito brevemente a Brasília e abrirmos um diálogo franco com o governo federal acerca da necessidade de se ter uma área já pronta para isso e alternativa ao Salgado Filho por qualquer tipo de intempérie. E essa região é a solução”, destacou o político.
Recentemente, o governo do Estado sinalizou a criação de um grupo de trabalho para analisar a proposta e avaliar a atualização dos estudos existentes. A intenção é reunir informações técnicas e econômicas que possam subsidiar futuras decisões sobre o projeto.
Segundo os defensores da iniciativa, a área destinada ao aeroporto já foi objeto de levantamentos técnicos realizados ao longo dos últimos anos. O grupo agora busca fortalecer o diálogo com o governo federal para que o empreendimento avance além da fase de planejamento.
Durante o encontro no Grupo Sinos — onde também participou do programa 103 Esportes, da Rádio ABC —, Albuquerque também ressaltou a necessidade de atualização dos dados e estudos já produzidos, etapa considerada importante para embasar novas tratativas junto aos órgãos responsáveis pela política aeroportuária nacional.