Morreu neste sábado (25) Chico Ledur, aviador natural de Novo Hamburgo e reconhecido pela trajetória na aviação agrícola e na acrobacia aérea.
Ele tinha 73 anos e estava internado desde quinta-feira (23). A morte foi em decorrência de falência múltipla dos órgãos.

Foto: Arquivo pessoal
Ex-morador do bairro Canudos, próximo ao Aeroclube de Novo Hamburgo, Ledur construiu a vida profissional entre pistas, hangares e lavouras.
Piloto privado, instrutor e empresário do ramo da aviação agrícola, ele deixou o Rio Grande do Sul ainda no exercício da profissão e passou os últimos 25 anos morando em Sinop, em Mato Grosso, onde encerrou a carreira como piloto agrícola.
A história de Chico Ledur com a aviação começou cedo. Conforme nota divulgada pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) e pelo Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag), ele iniciou a formação como piloto privado em 1972 e concluiu o curso em 1973.
Em 1976, ingressou no CAVAG, curso voltado à formação de pilotos agrícolas.
Antes de se profissionalizar no setor, Ledur foi cabo bombeiro da Força Aérea. Deu baixa aos 22 anos para seguir a carreira na aviação agrícola, área em que se tornou empresário.
Na virada do milênio, transferiu a empresa de Alegrete, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, para Sinop, onde passou a atuar e ganhou reconhecimento pelo carisma e pelo profissionalismo.
“Sou apaixonado por tudo que voa”
A frase “sou apaixonado por tudo que voa” resume parte da relação de Ledur com a aviação. Segundo o piloto hamburguense Alceu Feijó, mesmo depois de encerrar a carreira na aviação agrícola, Chico continuou voando por esporte, especialmente com seu avião de acrobacias.
A acrobacia aérea foi uma de suas grandes paixões. Ao longo da trajetória, Ledur participou de milhares de apresentações pelo Brasil, nas quais se “destacava pela técnica, pela coragem e pela determinação em voo, características lembradas por colegas e amigos da aviação”, resume Feijó.
O Sindag e o Ibravag lamentaram a morte em nota de pesar. As entidades afirmaram que a trajetória de Chico “deixa marcas eternas na aviação e em todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo”.
Também destacaram que ele foi reconhecido como instrutor de acrobacias, transmitindo conhecimento, técnica e paixão pelo voo a muitos profissionais.
Despedida será em Sinop
O velório ocorre no Memorial Luz da Vida, em Sinop, no Mato Grosso. A cremação será realizada em Cuiabá, no domingo.