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PERDA

"Deixa marcas eternas na aviação": Morre aviador de Novo Hamburgo ícone da acrobacia aérea no Brasil

Ex-morador do bairro Canudos, piloto tinha 73 anos e morava havia 25 anos em Sinop, no Mato Grosso

Publicado em: 25/04/2026 às 13h:31
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Morreu neste sábado (25) Chico Ledur, aviador natural de Novo Hamburgo e reconhecido pela trajetória na aviação agrícola e na acrobacia aérea.

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Ele tinha 73 anos e estava internado desde quinta-feira (23). A morte foi em decorrência de falência múltipla dos órgãos.

Chico Ledur | abc+



Chico Ledur

Foto: Arquivo pessoal

Ex-morador do bairro Canudos, próximo ao Aeroclube de Novo Hamburgo, Ledur construiu a vida profissional entre pistas, hangares e lavouras.

Piloto privado, instrutor e empresário do ramo da aviação agrícola, ele deixou o Rio Grande do Sul ainda no exercício da profissão e passou os últimos 25 anos morando em Sinop, em Mato Grosso, onde encerrou a carreira como piloto agrícola.

A história de Chico Ledur com a aviação começou cedo. Conforme nota divulgada pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) e pelo Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag), ele iniciou a formação como piloto privado em 1972 e concluiu o curso em 1973.

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Em 1976, ingressou no CAVAG, curso voltado à formação de pilotos agrícolas.

Antes de se profissionalizar no setor, Ledur foi cabo bombeiro da Força Aérea. Deu baixa aos 22 anos para seguir a carreira na aviação agrícola, área em que se tornou empresário.

Na virada do milênio, transferiu a empresa de Alegrete, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, para Sinop, onde passou a atuar e ganhou reconhecimento pelo carisma e pelo profissionalismo.

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“Sou apaixonado por tudo que voa”

A frase “sou apaixonado por tudo que voa” resume parte da relação de Ledur com a aviação. Segundo o piloto hamburguense Alceu Feijó, mesmo depois de encerrar a carreira na aviação agrícola, Chico continuou voando por esporte, especialmente com seu avião de acrobacias.

A acrobacia aérea foi uma de suas grandes paixões. Ao longo da trajetória, Ledur participou de milhares de apresentações pelo Brasil, nas quais se “destacava pela técnica, pela coragem e pela determinação em voo, características lembradas por colegas e amigos da aviação”, resume Feijó.

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O Sindag e o Ibravag lamentaram a morte em nota de pesar. As entidades afirmaram que a trajetória de Chico “deixa marcas eternas na aviação e em todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo”.

Também destacaram que ele foi reconhecido como instrutor de acrobacias, transmitindo conhecimento, técnica e paixão pelo voo a muitos profissionais.

Despedida será em Sinop

O velório ocorre no Memorial Luz da Vida, em Sinop, no Mato Grosso. A cremação será realizada em Cuiabá, no domingo.

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