O jovem de 25 anos que morreu por dengue em Novo Hamburgo era morador do bairro Canudos. Em nota, a Prefeitura afirma que o óbito foi registrado no dia 4 de maio deste ano, mas só foi confirmada pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) nesta semana.

Foto: Adobe Stock
Ele tinha comorbidades e era “portador de doenças congênitas crônicas (deficiência física e neurológica)”. O Município destaca que o paciente recebeu atendimento e assistência na rede municipal de saúde. Ele foi diagnosticado com dengue através de um teste rápido. A doença acabou evoluindo para uma hepatite aguda viral fulminante, que causou o óbito.
Segundo a SES, o morador de Novo Hamburgo não havia saído do RS. Ou seja, o caso é considerado autóctone, que é quando é contraído no próprio local onde o indivíduo reside.
A Prefeitura diz que, apesar do óbito, este ano o Município teve uma redução no número de casos, em relação ao cenário de 2024. “Lamentamos a perda deste paciente, pois toda a vida importa. Mas o cenário de proliferação da dengue é melhor. Estamos trabalhando forte no combate ao mosquito, mas precisamos que a comunidade faça sua parte também”, salienta a titular da Secretaria Municipal da Saúde, Betina Espindula.
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De acordo com o governo do Estado, Novo Hamburgo apresenta incidência de 820,9 casos prováveis para cada 100 mil habitantes. O caso hamburguense é o 21º óbito por dengue no RS somente em 2025.
Principais sintomas da doença:
- Febre alta, com duração de dois a sete dias
- Dor retroorbital (atrás dos olhos)
- Dor de cabeça
- Dor no corpo
- Dor nas articulações
- Mal-estar geral
- Náusea
- Vômito
- Diarreia
- Manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira
Medidas de prevenção à proliferação e circulação do Aedes, com a limpeza e revisão das áreas interna e externa das residências ou apartamentos e eliminação dos objetos com água parada são ações que impedem o mosquito de nascer, cortando o ciclo de vida na fase aquática.
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O uso de repelente também é recomendado para maior proteção individual contra o Aedes aegypti.
Em municípios com vacina disponível é extremamente recomendado a vacinação da população elegível de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos.
Situação epidemiológica
Neste ano, o Rio Grande do Sul já registra 20.385 casos confirmados da doença, dos quais 16.832 são autóctones, que é quando o contágio aconteceu dentro do Estado, com os demais sendo importados (residentes do RS que foram infectados em viagem a outro local).
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