O final da tarde desta quinta-feira (16) foi marcado pela primeira reunião entre a Diretoria do Bem-Estar Animal (DBEA) de Novo Hamburgo e os protetores independentes de animais. O encontro, que ocorreu na Câmara Municipal, reuniu cerca de 30 tutores e teve como objetivo principal promover a aproximação entre o poder público e voluntários que atuam diretamente na causa animal no município.

Foto: Luiza Helena Peters/GES Especial
A iniciativa surgiu da necessidade de criar um espaço de diálogo com protetores que, em sua maioria, atuam de forma privada. A proposta da diretoria é esclarecer como funciona a atuação do Executivo na área e alinhar as expectativas sobre o que pode ser realizado pelo poder público. Durante o encontro, representantes da DBEA destacaram a importância da transparência e da construção conjunta de soluções para a causa animal.
“É um momento único, a primeira vez que a gente consegue fazer esse encontro entre o poder público, pela Diretoria de Bem-Estar Animal, junto com a Secretaria do Meio Ambiente, e os protetores e representantes das ONGs. Esse é um momento muito importante para a gente conversar e expor as dificuldades dos dois lados e conseguir alinhar as ideias”, diz Lelly Teixeira, gerente da DBEA.
Na ocasião, também foram apresentados projetos e políticas públicas desenvolvidos pela diretoria em 2025, incluindo iniciativas como o Cusco Web, o Dog Walkers, melhorias na infraestrutura do Centro Municipal de Proteção Animal (Cempra) e leis sancionadas a favor da causa — como o Programa de Lares Temporários Voluntários e o Banco de Ração e Utensílios Pet.
Outro ponto abordado foi a formalização do Cadastro Municipal dos Protetores, que tem como objetivo construir um apoio técnico, material e operacional entre os cuidadores e o Executivo, inicialmente para 50 tutores. O cadastro tem origem no decreto nº 12320/2026, aprovado em fevereiro deste ano, que institui e regulamenta o Programa de Apoio ao Protetor e Cuidador de Animais em Situação de Vulnerabilidade (PAPCAV).
O PAPCAV busca estimular a guarda responsável de animais e valorizar o trabalho dos voluntários envolvidos com a causa. “Este vai ser um apoio com o Banco de Ração, com alguns projetos que estão em andamento também, algumas leis que a gente já conseguiu aprovação, para que a gente consiga fazer essa aproximação entre o poder público e o protetor, não só as ONGs, o protetor e o cuidador também”, explica Lelly.
A arquiteta e protetora de animais Bárbara Hinkel, que começou a atuar como protetora durante as enchentes, conta que a reunião desempenha um papel significativo para os avanços da causa animal.
“Eu participo do Gepa, que é o grupo estratégico de proteção animal aqui de Novo Hamburgo, e também sou protetora independente. Então é muito importante a gente participar de reuniões como essa para a gente entender um pouco mais dos processos internos e o que está acontecendo, para que protetores como nós e ONGs também entendam o funcionamento do poder público”, relata.