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TRADIÇÃO

Doma do cavalo crioulo passa de pai para filho em Novo Hamburgo

Moradores de Lomba Grande fizeram da tradição um negócio familiar

Publicado em: 10/12/2025 às 11h:35 Última atualização: 10/12/2025 às 11h:35
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No interior de Novo Hamburgo, na localidade de Santa Maria do Butiá, em Lomba Grande, próximo ao limite com Campo Bom, existe uma propriedade que carrega um dos pilares da cultura gaúcho: a doma do cavalo crioulo. Alexandre Oliveira, 49 anos, e Pedro Bastos Medeiros Oliveira, de 23 anos, pai e filho, dedicam-se à criação, preparação e doma desses animais, além de participar de importantes torneios pelo Estado, como Freio de Ouro e Freio Jovem.

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Alexandre Oliveira e Pedro Bastos Medeiros Oliveira na doma do cavalo crioulo em propriedade no interior de Novo Hamburgo | abc+



Alexandre Oliveira e Pedro Bastos Medeiros Oliveira na doma do cavalo crioulo em propriedade no interior de Novo Hamburgo

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

Para conseguir a certificação que garante a origem do animal e suas conquistas pelo Estado, o trabalho parte de uma dedicação diária, com os treinamentos de segunda a sábado, para que o animal obtenha o nível de excelência. Os cavalos são preparados em alto nível. Antes de competir, eles vão para cocheira, com cuidados especiais com a pelagem, evitando excesso de sol.

Oliveira explica que o cavalo, quando chega na propriedade com cerca de dois anos, é “xucro”. “A gente começa a doma do zero, até ele ficar em condições de um cavalo de montagem. Leva-se, em média, no mínimo seis meses para deixá-lo manso. Depois, a parte de aprimorar habilidades técnicas como girar, esbarrar, apartar e fechar um boi, cerca de um ano”, detalha.

A rotina constante de treinamento é necessária frente à exigência das competições de Freio de Ouro e certificações de doma do cavalo crioulo. Os animais precisam entrar em uma prova respondendo a todos os comandos do peão. “É um cavalo que, quando se comanda um trote, ele precisa trotear instantaneamente. Tudo que tu comanda, ele precisa imediatamente fazer”, afirma Oliveira.

Tudo em casa

A dedicação pela doma do cavalo crioulo atravessa gerações. Na propriedade, enquanto via Oliveira na lida, o filho, Pedro, decidiu seguir os passos do pai, com o mesmo zelo pelos animais “Comecei no Freio Jovem. Depois, peguei gosto e fiquei um bom tempo nessa modalidade, até subir para o profissional.”

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A propriedade em Lomba Grande conta com hotelaria para cavalos. Mas seu foco é a exposição morfológica – evento em que se avalia a parte física dos cavalos – e a doma.

Além de trabalhar para manter a saúde dos animais, Oliveira explica que busca certificações que atestem a qualidade do cavalo crioulo da sua propriedade. Uma das certificações que seus cavalos possuem é da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina. “Um técnico avalia as medidas e características do animal, para ver se ele é bem tratado, em conformidade com os padrões mínimos exigidos de qualidade.”

Hoje, os preparativos estão voltados para o mês de fevereiro, quando os dois participarão de eventos que credenciam para o Freio de Ouro, além de avaliar as características físicas dos cavalos criados na propriedade.

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