Um jovem de 25 anos, natural de Novo Hamburgo, tem aberto portas e conquistado respeito acadêmico internacionalmente. Sua trajetória na educação inclui curso técnico em Mecânica na Fundação Liberato e bacharelado na área de sociologia com bolsa integral nos Estados Unidos.
No dia 1º de setembro, o sociólogo Matheus Bender, que tem família no bairro Canudos, parte para China em uma nova etapa de estudos: o mestrado.
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Foto: Arquivo Pessoal
Ele foi o único gaúcho aprovado no processo mais competitivo para mestrado na Ásia, e estudará lei e sociedade na Universidade Yenching Academy, programa concorridíssimo de liderança, considerado a ponte do futuro entre a China e o resto do mundo. “Meu foco de estudo será as políticas de alívio de pobreza da China e como isso pode se aplicar no Brasil e Sul-global”, antecipa o jovem que visitou familiares e amigos em agosto no Brasil.
Após concluir seu mestrado de dois anos, Bender pretende voltar ao Brasil e fazer um doutorado. Ele deseja usar o conhecimento adquirido para conseguir um impacto social positivo no País.
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“A ideia é sempre poder fazer o bem, tentar ajudar a sociedade de uma forma geral, independente de como as pessoas estão posicionadas. É uma missão de vida”, destaca Bender que quer trabalhar com desenvolvimento internacional e especialmente no Banco do Brics, onde Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul são os fundadores.
A instituição é uma alternativa para financiamento de longo prazo para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países que a integram.
Despertar
Bender conta que sempre foi muito interessado em trabalhar com políticas públicas e, nos últimos anos da faculdade, o interesse em pesquisas cresceu. “A China tem o maior programa de alívio de pobreza da história, da humanidade”, exemplifica, frisando que na década de 1980 o país asiático tinha 80% de sua população vivendo em extrema pobreza, situação que foi eliminada.
Para o jovem, filho de pais divorciados que concluíram o ensino na Educação de Jovens Adultos (EJA) e que passaram por dificuldades na vida, o mestrado não é o ponto final. “Eu ainda quero fazer meu doutorado, estar bem-informado e com bastante conhecimento técnico para poder voltar e ainda causar algum impacto social”, finaliza Bender.

Foto: Arquivo Pessoal