A morte do papa Francisco, aos 88 anos, anunciada na manhã desta segunda-feira (21), causou comoção mundial e impactou imediatamente a agenda da Igreja Católica. Um dos efeitos diretos foi a suspensão da cerimônia de canonização de Carlo Acutis, que ocorreria no próximo domingo (27), no Vaticano.

Foto: Arquivo pessoal
No Brasil, a notícia pegou de surpresa o padre Júlio Marcelino dos Santos, reitor do Santuário das Mães, de Novo Hamburgo, que estava prestes a embarcar para Roma para participar da cerimônia. Pouco antes do voo, o religioso foi informado do falecimento do pontífice e compartilhou a experiência em entrevista ao programa Tá na Hora, da Rádio ABC 103.3 FM.
“Recebi uma mensagem dizendo que, até a eleição do novo Papa, as canonizações estão suspensas. Por enquanto, sem papa, sem canonização”, afirmou. Apesar da notícia, o padre decidiu manter a viagem. Ele embarcou às 9h30 da manhã e deve chegar ao Vaticano na madrugada de terça-feira (22), por volta das 2 horas (horário local). Ele seria o único representante da Diocese de Novo Hamburgo na celebração.
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Padre Júlio falou com emoção sobre o legado do Papa Francisco e lembrou o encontro que teve com o pontífice em 2023, durante o Encontro Internacional dos Reitores e Colaboradores de Santuários, na Itália. “Foi um encontro muito significativo. Ele era uma pessoa sensacional, serena, de profunda santidade. Por isso o chamamos de Santo Padre — era, de fato, um homem santo.”
O religioso também deixou uma mensagem de despedida: “Peçamos agora que Deus o acolha no céu, e que ele goze da vida eterna, que tanto anunciou em vida. Ele sempre nos apresentou o Cristo. Agora, ele vai ao encontro d’Ele. Retorna para a casa do Pai.”
Papa Francisco foi primeiro pontífice latino-americano e jesuíta, com sua morte, o Vaticano se prepara agora para o Conclave, que elegerá o novo líder da Igreja Católica.