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TRABALHO CONTÍNUO

"Enquanto as famílias estão celebrando, estamos nas ruas": O Natal dos profissionais que nunca param

Profissionais da saúde e da segurança falam sobre lições de empatia e solidariedade

Publicado em: 24/12/2025 às 19h:13 Última atualização: 24/12/2025 às 19h:13
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“Hoje, assim como em muitas outras datas festivas, nós vamos estar nas ruas, garantindo a segurança de todos.” É o que diz o capitão do 3º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Novo Hamburgo, Luis Olvito da Conceição de Freitas, de 45 anos, que atua na Brigada Militar há 19 anos. Assim como a área da Saúde, a Segurança Pública é um dos setores que não para em datas festivas.

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Para o capitão, seu trabalho se traduz em uma missão diária de fazer o bem sem olhar a quem. “É poder se dedicar a sociedade como um todo, mais especificamente à segurança das pessoas, e ter essa voluntariedade de ajudar o próximo por meio do serviço.”

Luis Olvito conta que a maior lição que já aprendeu durante o exercício da profissão foi tomar cuidado com os julgamentos. “Não podemos nos precipitar ao avaliarmos uma situação ou uma pessoa que está em uma determinada situação. A leitura tem que estar sempre dentro de um determinado contexto”, pontua.

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“Muitas vezes aquela situação com que nos deparamos é um recorte do todo, e se nós avaliarmos ela só por esse recorte, podemos acabar tomando uma decisão equivocada”, continua.

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Na área da saúde, a enfermeira Andressa Durgante, de 33 anos, possui essa função há um ano na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Centro de Novo Hamburgo, mas já trabalhava como técnica de enfermagem há dez anos.

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“O Natal costuma ser bastante agitado. A UPA é 24h, então tem paciente a todo momento, nunca está vazio. Os médicos também estão sempre atendendo e a gente também não para”, conta.

“Não tem final de semana, Natal, Ano Novo, porque não tem como dar folga para todos. Nessa véspera de Natal, às 13h30, já tinha dez pacientes na fila da triagem”, prossegue.

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“Se colocar no lugar do outro e prestar o cuidado”

Andressa lembra que um dos casos mais marcantes que já presenciou um plantão natalino foi um paciente que acabou comendo a ceia ali mesmo, na UPA. “Ele estava em uma situação bem delicada porque tinha um câncer com metástase já em fase paliativa [abordagem focada em aliviar o sofrimento de pacientes, comum em momentos terminais], então a família estava aproveitando aquele momento, porque não se sabe quando será o último”, relata.

“Como ele não tinha como sair e fazer com a família, nós acolhemos e deixamos a família entrar para fazer a ceia de Natal junto com o paciente”, continua.

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Para a profissional, a maior motivação para permanecer na profissão é o sentimento de gratidão que pode ser despertado no próximo. “É se colocar no lugar do outro, prestar o cuidado. A gente sempre ouve que não é uma área que vai te deixar rica, é uma área em que tu vai te incomodar muito, vai sofrer com o teu psíquico, com o teu emocional, mas, ao mesmo tempo é gratificante”, descreve.

“Muitos pacientes voltam com um agradecimento dizendo ‘você salvou a minha vida, muito obrigado pelo atendimento’, e isso é o que importa”, completa.

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Segundo Andressa, o aprendizado que fica é viver cada dia como se fosse o último. “A gente não sabe nosso tempo de vida, então a gente tem que viver o dia sempre intensamente, porque nunca se sabe o que vai ser do amanhã.”

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