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NOVO HAMBURGO

Escola com capacidade para cem alunos tem somente oito; instituição voltada a surdos reclama de falta de transporte

Escola Estadual Especial Keli Meise Machado, instituição com educação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), de Novo Hamburgo, sonha em ver a escola cheia

Publicado em: 26/08/2025 às 10h:19 Última atualização: 26/08/2025 às 10h:20
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A Escola Estadual Especial Keli Meise Machado, instituição com educação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), de Novo Hamburgo, sonha em ver a escola cheia de estudantes. Com possibilidade de atender até cem alunos, a escola conta atualmente com apenas oito alunos – sete de São Leopoldo e um de Novo Hamburgo.

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Poucos alunos fazem parte do dia a dia da instituição  | abc+



Poucos alunos fazem parte do dia a dia da instituição

Foto: Susi Mello/GES-Especial

Das 12 salas de aulas disponíveis, apenas cinco estão ocupadas. Uma delas é para Artes, outra para Educação Física e as demais para as disciplinas do currículo dos oito alunos que recebem educação especializada de segunda a sexta-feira pela manhã.

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No entanto, a direção da escola, liderada pela professora Patrícia Piumato Dias, enfrenta um obstáculo para conseguir ter mais alunos. O principal deles é a falta de transporte escolar para quem é de Novo Hamburgo. Segundo a orientadora educacional, Sandra Baldini, desde 2022 não há mais a prestação desse serviço.

Sandra relembra que, há três anos, a Prefeitura retirou o transporte escolar para os surdos, serviço oferecido há 28 anos. Desde então, a escola busca reverter essa situação. “O Ministério Público se envolveu, Estado se envolveu, secretarias de Educação, porém a prefeitura, na época, foi taxativa, tirou e não teve o que fazer. Agora, com a troca de gestão, estamos em tratativas para ver se conseguimos pedir o retorno deste transporte”, comenta Sandra.

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Patrícia e Sandra afirmam que o transporte escolar é importante porque em uma linha de ônibus coletiva é difícil a comunicação em Libras, por exemplo, com o motorista ou cobrador. “Como uma criança de 7, 8 anos vai pegar um ônibus ou dois ônibus sozinha, se ela não sabe ler e escrever e só se comunica em Libras? Os maiores já teriam condições. Quem já sabe ler, escrever e ter uma comunicação com um ouvinte que não tenha Libras tem condições de vir”, explica Sandra.

Outro lado

Sobre o assunto, a 2ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) informa que segue em diálogo com a prefeitura. A administração municipal, por sua vez, informa que não há qualquer demanda referente a isso no momento. No município, acrescenta, há sete alunos surdos em escolas municipais, todos acompanhados por intérprete de Libras. “O transporte de alunos da rede estadual só ocorre em alguns casos, especialmente em Lomba Grande, por meio de um termo de colaboração com a 2ª Coordenadoria Regional de Educação”, detalha a prefeitura, em nota.

Há vagas em turmas do 1º ao 9º ano

Independentemente da situação do transporte escolar, a Keli Meise Machado tem vagas abertas em todas as turmas. Interessados podem procurar a escola para matrículas. “Temos vagas abertas em todas as turmas, do 1º ao 9º ano, para estudantes surdos”, complementa Sandra.

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A direção ressalta que instituições de ensino também podem agendar visitas para conhecer de perto o trabalho da escola especial. O telefone é (51) 98232-2506, com contato pelo WhatsApp.

“A escola está escondida. A maioria das pessoas não sabe que existe uma escola de surdos em Novo Hamburgo. As pessoas que chegaram este ano até nós foram por meio do Instagram”, exemplifica a diretora. Ela conta que receberam alunas do Colégio Luterano Arthur Konrath (Clark), de Estância Velha, e crianças da educação infantil da Escola Monteiro Lobato. Além desses, há um agendamento de alunos do 5º ano, de uma escola da cidade de Feliz, que realiza trabalho sobre Libras.

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Desafios

A escola, que teve obras finalizadas em duas salas de aula e está na terceira, oferece educação em Libras e Língua Portuguesa para surdos. “O desafio é conseguir conscientizar todos sobre a importância da educação de bilíngue, Libras e língua portuguesa, e buscar formas para o retorno do transporte para os alunos surdos de Novo Hamburgo.”

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