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NOVO COMEÇO

Escola do Sesi recebe estudantes para primeiro dia de aula em Novo Hamburgo; confira

Primeira escola da rede no Município fica no prédio bicolor da Universidade Feevale

Publicado em: 09/02/2026 às 16h:23 Última atualização: 09/02/2026 às 16h:23
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A Escola do Sesi de Novo Hamburgo recebe, nesta segunda-feira (9), mais de 80 estudantes para o início do ano letivo do 1º ano do Ensino Médio na primeira unidade da rede no Município.

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De acordo com a gerente, Janine Vieira, a primeira semana de aula é voltada para a adaptação dos estudantes à metodologia de ensino e apresentação do novo espaço.



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“Essa primeira semana é bem especial para os alunos, para eles serem acolhidos e também compreender essa metodologia. Até sexta-feira, haverá oficinas de acolhimento e de áreas do conhecimento, momentos de tour pela escola e pelo campus, e assim eles já começam a entender como funciona essa interdisciplinaridade.”

Janine informa que os estudantes ficam na escola entre 7h30 e 17h50, com uma hora e meia de almoço e intervalos de quinze minutos nos períodos da manhã e da tarde.

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“Nesta manhã, eles fizeram uma oficina em que cada um tinha que se apresentar a partir de um objeto que eles trouxeram, e vai ter oficina de Corpo, Ritmo e Movimento também, já para começar a se movimentar e entender esse novo ambiente.”

Os cursos técnicos começam a ser ofertados apenas a partir de 2027, quando as turmas seguem para o segundo ano do Ensino Médio.

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Escola do Sesi recebe os estudantes para o primeiro dia de aula em Novo Hamburgo

“Dar significado ao aprendizado”

O professor de música Augusto Schneider exemplifica que diversas áreas podem ser trabalhadas de forma mesclada, o que mostra a multidisciplinaridade. “Na minha aula vejo como prioridade a questão do pensamento, do raciocínio e da lógica, porque eles vão conectando este conhecimento aqui com outros componentes”, descreve.

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“Então eu trabalho com matemática, química, geografia… por exemplo, eu posso trabalhar as notas do violão, que foram descobertas pelo Pitágoras, o pai da matemática. Se a professora de teatro está estudando a história do teatro, a gente pode trabalhar de forma conjunta e fazer a linha do tempo das artes”, continua.

Da mesma forma, o professor Cleber Fernando Homem, de matemática, explica que aposta em uma didática que foge do formato tradicional. “Em vez de ter uma lista de exercícios e trabalhar conteúdos estritamente teóricos, a gente deixa à disposição do aluno uma situação-problema ou projeto, que trazem uma motivação para o estudo”, afirma.

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O docente acredita que a metodologia pode contribuir para melhores resultados dos estudantes em disciplinas como a matemática. “Esta é minha primeira experiência no Sesi. Minha formação é em Engenharia Mecânica também, fui professor universitário via os alunos chegavam ao Ensino Superior com dificuldades básicas em matemática, então saí da Academia e fui para o Ensino Fundamental e Médio, pois tinha muita curiosidade em saber como isso acontecia”, relata.

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“O Sesi veio ao encontro dessa minha ansiedade de trabalhar com a prática e com problemas reais e dar significado ao aprendizado dos alunos. A gente traz experiências como um cálculo matemático para mostrar como as redes sociais estão consumindo a vida deles, ou até para monetização de conteúdos”, continua.

Expectativas dos alunos

A estudante Laura Zimmer Boufler, de 14 anos, veio de uma escola pública e já sentiu os olhos brilharem ao se deparar com as experiências que estão por vir. “Estou com uma expectativa bem alta. A minha escola era muito boa, mas sinto que a gente ainda vai alcançar muitos objetivos aqui. Gostei muito dos laboratórios e estou ansiosa para conhecer a sala de música”, conta.

“Já conheci as salas de matemática, português, robótica e por enquanto estamos em um momento de fala e de apresentação”, continua.

Cecília Gallas, de 14 anos, também vem de escola pública e logo soltou a voz na sala de música, cantando Deixe-me Ir, do artista 1Kilo. “Já fiz novas amizades e acho que o Sesi dá muitas oportunidades para a gente descobrir coisas novas, novos caminhos que a gente não consegue pensar em uma escola normal”, comenta.

“É muito diferente, tem muita criatividade e muito companheirismo, gostei muito da convivência, da apresentação da escola. A gente teve uma experiência na sala de música em que a gente pôde cantar, então foi muito legal”, conclui.

Autonomia para ser quem desejar

Em reportagem anterior, a gerente executiva da área de Educação do Sesi RS, Sônia Elisabete Bier, já informava que o objetivo da Escola do Sesi vai além de gerar mão de obra técnica.

“Não é uma escola que prepara para o Enem, não é uma escola que prepara para trabalhar na indústria ou para ser empreendedor. É uma escola que prepara para tudo isso e, principalmente, para que o aluno possa escolher”, disse.

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