O ataque a tiros que aterrorizou moradores do bairro Ouro Branco, em Novo Hamburgo, completou uma semana. Além das vítimas do tiroteio, que foi iniciado por um homem em surto, a tragédia do dia 22 de outubro também abalou os vizinhos que moram próximo ao local. Como forma de oferecer apoio psicológico, a Prefeitura de Novo Hamburgo, por meio da Rede de Atenção Psicossocial (Raps NH), promoveu uma ação de acolhimento em saúde mental, na manhã de quinta-feira (31), nos arredores da Rua Adolfo Jaeger.

Foto: Laura Rolim/GES-Especial
O objetivo da iniciativa foi possibilitar os primeiros cuidados psicológicos e orientações sobre os serviços oferecidos pelo Município. A equipe, composta por psicólogos e assistentes sociais, realizou visitas às casas próximas ao local do tiroteio e conversou com moradores sobre como estão se sentindo depois do que viveram.
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Um dos moradores que tem se sentido fragilizado após a tragédia é o cineasta Marlon Nunes, 53 anos, que reside próximo ao local onde ocorreu o ataque a tiros. “Eu não quero mais olhar para aquela casa. Eu estou acordando todo o dia de manhã com uma angústia grande sobre isso. E se tivesse acontecido alguma coisa comigo e com os meus filhos? Essa tragédia afetou também nós, os vizinhos.”

Foto: Laura Rolim/GES-Especial
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Estresse pós-traumático
Psicólogo Bruno Scan, que acompanhou a ação junto às casas, ressalta que eventos traumáticos vividos pela população, como a do ataque a tiros, têm repercussão na saúde mental da comunidade. “É muito comum que algumas pessoas acabem desenvolvendo sintomas do estresse pós-traumático. De se sentir estressado”, explica.
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As equipes orientam que aqueles que estiverem precisando de apoio psicológico busquem as unidades básicas de saúde de referência.