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HISTÓRIA DE AMOR

Estudante de Moda da Feevale faz o próprio vestido de noiva inspirado na Cinderela

Matrimônio será selado no domingo, em Porto Alegre; noiva e amiga, ambas estudantes, iniciaram a confecção em julho deste ano

Publicado em: 11/11/2025 às 07h:32 Última atualização: 11/11/2025 às 07h:32
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Parece conto de fadas, mas é real. Inspirada na Cinderela, estudante de 22 anos do curso de Moda da Universidade Feevale confecciona vestido que vai usar em seu próprio casamento no domingo (16). Ela e o noivo se conheceram aos 10 dez anos, no Colégio Ulbra Cristo Redentor, em Canoas.

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Estudante descobriu na confecção do vestido novas habilidades | abc+



Estudante descobriu na confecção do vestido novas habilidades

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

Entre moldes, linhas coloridas e pequenos retalhos espalhados sobre a mesa de corte que uma história tomou forma. No laboratório de moda da Feevale, lugar onde ideias ganham corpo e tecido vira sonho, Talita Dornelles dos Santos, decidiu fazer algo que poucos teriam coragem: costurar o próprio vestido de noiva. Não apenas escolher tecidos e rendas — mas bordar, ponto a ponto, uma memória para a vida inteira.

“Foi um desafio e uma necessidade. Vestido de noiva é muito caro, então resolvi tentar fazer o meu”, explica.

Para isso, ela contou com a ajuda da colega e amiga de curso, Júlia Paiva. As duas iniciaram o projeto ainda em julho, passando por todas as etapas: da idealização ao desenho, da escolha de materiais à modelagem. “A parte mais difícil foi, sem dúvida, a confecção. É quando a gente senta na máquina e começa, de fato, a costurar.”

Quando iniciou sua graduação, a estudante não imaginava que seria responsável por cada linha e costura de seu próprio vestido de noiva. A confecção se tornou um desafio que ela aprendeu a superar. “Eu tinha muito medo, porque no TCC precisamos desenvolver uma coleção completa. Lá no começo eu pensava: ‘Socorro, não vou conseguir fazer peças bonitas, dignas de desfile’. Mas com o tempo fui aprendendo a modelar, costurar, escolher materiais e técnicas. Hoje eu percebo que eu tenho essas habilidades”, explica.

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Vestido representa construção do relacionamento

Ela conta que o vestido foi inteiramente desenvolvido a partir do que aprendeu em sala de aula. “A gente não precisou buscar moldes complexos na internet. Foram modelagens ensinadas pelos professores, que nós adaptamos e aprimoramos.”

A inspiração veio dos contos de fadas — especialmente de Cinderela. “Não é uma cópia, não dá para olhar e dizer ‘é o vestido da Cinderela’. Mas ele traz elementos que lembram: a sobressaia, a manga bufante, o decote. É uma releitura, com o meu toque.”

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O resultado, segundo ela, é mais do que uma peça de roupa para o dia do casamento. É um símbolo de crescimento, amor e autoria. “Acho que ele representa muito do que eu vivi durante a faculdade e do que nós construímos juntos como casal.”

Estudante descobriu na confecção do vestido novas habilidades | abc+



Estudante descobriu na confecção do vestido novas habilidades

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

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Noivo contrói identidade visual do casamento

O noivo Eduardo Seibert Link, de 21 anos, está no quarto semestre do curso de Design Gráfico e não ficou para trás em usar o aprendizado em sala de aula na realização do matrimônio. Ele foi o responsável em fazer a identidade visual do casamento, dos convites às artes. 

“Nosso relacionamento sempre teve muita criatividade. A gente pinta paredes, inventa coisas juntos. Então fazer um vestido rosa, com cara de princesa, e totalmente fora do padrão tradicional, tem tudo a ver com a gente”, comenta a noiva.

“O meu material favorito, que tem o meu coração, foi uma revista de 12 páginas com curiosidades sobre casamento, fatos curiosos da nossa história e fotos. A ideia é que cada convidado possa se sentir parte da nossa caminhada, com um pequeno material na mão”, comenta o noivo Link.

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Quebra de paradigmas

A amiga e colega de curso, Júlia Paiva, também viveu o processo de criação do vestido como um desafio pessoal e profissional. “Assim como a Talita, eu sou mais da área de idealizar, pensar o projeto, do que colocar a mão na massa”, conta. “Então foi uma responsabilidade grande ajudar nesse vestido. Mas ver o resultado final foi muito gratificante. A gente percebe que tudo o que aprendemos durante o curso está ali, materializado.”

Segundo ela, confeccionar a peça colocou à prova habilidades que ambas construíram ao longo da formação. “Foi um crescimento profissional significativo. A gente viu que realmente consegue.”

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Para ela, o vestido representa tanto a amizade quanto o amadurecimento técnico que o curso proporcionou. “No fim, a gente viu que dava, que a gente conseguiu. E isso dá uma confiança enorme para qualquer passo que vier depois.”

O casamento está marcado para este domingo, na zona Sul de Porto Alegre. 

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