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MOVIMENTO FRACO

Esvaziamento do Centro preocupa comerciantes de Novo Hamburgo

Insegurança está entre os principais motivos apontados por lojistas

Publicado em: 25/08/2025 às 09h:00 Última atualização: 25/08/2025 às 14h:32
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Era sábado, logo no início da tarde do dia 9 de agosto, quando as ruas do Centro de Novo Hamburgo se encontravam praticamente vazias, nem mesmo a típica movimentação da saída de restaurantes. O Calçadão Osvaldo Cruz na mesma situação. (Veja o vídeo no fim da matéria).

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“O pessoal não vem mais no Centro. Está abandonado. O movimento está muito parado”, conta o comerciante João Carlos Trentini, 68 anos, que é proprietário de uma loja de acessórios no famoso calçadão.

Comerciantes reclamam do "abandono" do Centro | abc+



Comerciantes reclamam do “abandono” do Centro

Foto: Bruna de Bem/GES-Especial

Uma das causas atribuídas pelo lojista à falta de movimento por ali é a cobrança do estacionamento rotativo. Para ele, a fiscalização e as multas geradas afastam os visitantes. “Nesse mês, a fiscalização apertou, muita gente recebeu multa. Então, as pessoas não querem mais vir pra cá”, considera.

Comerciantes de vias mais movimentadas como a Avenida Pedro Adams Filho e a Rua Marcílio Dias apontam diversos motivos para esse esvaziamento do Centro.

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“Roubaram a parte de metal das placas da loja, tem muito morador de rua que dorme aqui na frente, sempre tem sujeira pelas ruas, lixeiras cheias com um fedor insuportável. Isso afasta o pessoal. Um dia cheguei e tinha um morador de rua dormindo aqui, pedimos para ele sair, mas ficou a manhã inteira e só saiu com a presença da Guarda. Está bem complicado”, desabafa a operadora de caixa de um comércio de variedades que não quis ser identificada.

Devido aos frequentes furtos que a loja já sofreu, um sistema de câmeras internas precisou ser instalado no local. “Já nos roubaram caixas de copos térmicos caros, chocolates, entre outras coisas, por isso reforçamos as câmeras”, conclui.

Entre as causas apontadas pelos lojistas ainda estão a insegurança e o número considerável de usuários de drogas. “Sempre foi assim, mas parece que de um tempo pra cá a situação piorou. Desde o mês passado estamos com um fluxo menor (de clientes)”, afirma a gerente de uma loja de confecções femininas, Janaína Santos, 47.

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Indicadores criminais

Um levantamento da Secretaria Municipal de Segurança Pública, que considera dados gerais do município em comparação ao mesmo período de 2024, destaca que o número de roubos a estabelecimentos comerciais caiu 66% no primeiro semestre de 2025. Os furtos, que preocupam tanto os comerciantes do Centro, tiveram um crescimento de 36% nos casos envolvendo estabelecimentos comerciais.

Os casos de roubo a pedestres apresentaram redução de 39%, e os roubos de celulares diminuíram 31%. Apesar do aumento de 36% nos furtos e arrombamentos ao comércio em relação a 2024, os índices registrados no primeiro semestre de 2025 continuam inferiores aos observados nos seis primeiros meses de 2023 e 2022.

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O que dizem Sindilojas, CDL e Câmara de Vereadores

O presidente da Sindilojas Vale Germânico, Gerson Müller, explica que a entidade acompanha de perto as demandas do comércio varejista e suas dores são constantemente debatidas.

“Contamos sempre com o apoio e empenho das forças competentes. Além disso, já promovemos encontro com a Guarda Municipal e temos atuado em conjunto com a Secretaria da Segurança do Município na divulgação de ações e com orientações”, afirma.

A segurança no Centro é um tema que a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) também acompanha de perto. “Reconhecemos a preocupação dos comerciantes diante de episódios recentes e entendemos que a sensação de segurança é essencial para o fortalecimento do comércio local”, comunicou a entidade através de nota.

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A Comissão de Segurança da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo (Coseg) reuniu-se recentemente com secretários municipais, integrantes da Polícia Civil, Guarda Municipal e da assistência social com o objetivo de discutir alternativas para a redução desses crimes.

O encontro serviu para o debate de medidas a respeito da população em situação de rua no Centro da cidade. Conforme os participantes da comissão, o aumento nos índices de furtos e arrombamentos, especialmente na região central, tem preocupado comerciantes e moradores.

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Posição da prefeitura

A Prefeitura de Novo Hamburgo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo (Smdeit), promoveu encontros com lojistas e entidades representativas para uma escuta ativa sobre o fortalecimento do Centro.

A metodologia focou em contribuições para a construção coletiva de propostas sobre segurança e funcionamento do Centro, ação social e atendimento do Centro POP, mobilidade e estacionamento, além de cultura, eventos e uso do espaço público.

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“Sabemos que há desafios que exigem ações do poder público, mas para que as transformações realmente aconteçam, é essencial a atuação conjunta com a comunidade, os empresários e todos que vivem o Centro”, explica a titular da Smdeit, Daiana Monzon. Ela adianta que as contribuições reunidas serão transformadas em propostas para o próximo mês. Hoje, inclusive, haverá reunião sobre o tema com diferentes secretarias.

Vídeo

O esvaziamento do Centro de Novo Hamburgo está preocupando comerciantes
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