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NOVO HAMBURGO

"Eu dizia: tem alguém dentro de casa", diz familiar que presenciou incêndio que matou adolescente em Novo Hamburgo

Maria Clara Corrêa, de 15 anos, não resistiu aos ferimentos causados pela tragédia

Publicado em: 16/03/2026 às 17h:34 Última atualização: 16/03/2026 às 17h:35
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Familiares e amigos se despediram nesta segunda-feira (16) da adolescente Maria Clara Corrêa, de 15 anos, que não resistiu aos ferimentos causados pelo incêndio que destruiu sua casa no bairro Boa Saúde, em Novo Hamburgo.

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As chamas se alastraram na madrugada deste domingo (15) e mobilizaram a vizinhança na tentativa de resgatar a vítima. Maria era a penúltima de oito irmãos e estava sozinha na residência quando o fogo começou. A mãe, que estava em viagem, lamentou não ter convencido a filha a viajar com ela.

Velório de Maria Clara ocorreu nas Capelas Daniel | abc+



Velório de Maria Clara ocorreu nas Capelas Daniel

Foto: Amanda Krohn/GES-Especial

O velório ocorreu entre 6 e 15 horas desta segunda, nas Capelas Daniel São José Kephas. A cerimônia foi seguida por cortejo até o Cemitério Municipal de Novo Hamburgo, no bairro Operário.

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Prima da adolescente, a empresária Jéssica Corrêa, 39, mora no bairro Redentora e expõe que a morte de Maria se soma a outra perda recente sofrida pela família. “A gente não sabe o que aconteceu, começou do nada, a perícia ainda vai analisar o que causou. É terrível. A gente está sem chão porque faz um ano e cinco meses que a minha tia perdeu um filho de 22 anos. Mataram ele com uma pedrada para roubar a bicicleta dele. Então, nós estamos em choque”, desabafa.

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Maria Clara | abc+



Maria Clara

Foto: Arquivo pessoal

Tentativa de resgate

A empresária comenta ainda as dificuldades enfrentadas durante a tentativa de salvamento. “Quando eu cheguei lá era umas quatro horas da madrugada. Os bombeiros tentaram pegar água de um hidrante, mas não alcançava”, lembra.

“A polícia estava lá e eu dizia: ‘tem alguém dentro de casa’, e o policial disse que não. Eu insisti que a Maria estava lá dentro, e foi quando o moço dos bombeiros vestiu a roupa dele de novo e entrou lá dentro”, continua.

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A escola em que a adolescente estudava, o Colégio 25 de Julho, prepararia uma homenagem nesta segunda-feira para os alunos, mas optou por cancelar e suspender as aulas no turno da tarde para que todos pudessem comparecer ao velório.

Outros familiares e amigos de Maria optaram por não se pronunciar devido à dor emocional enfrentada no momento.

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