A ex-tenista profissional Sabrina Giusto retornou neste sábado (25) a Novo Hamburgo para comandar a primeira edição da Clínica de Tênis da Sociedade Aliança. O evento reuniu atletas de diferentes níveis — do iniciante ao avançado — em turmas de até cinco participantes, com foco em aperfeiçoamento técnico, tático e integração entre praticantes do esporte.
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Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Campeã brasileira juvenil nas quadras do próprio clube, Sabrina voltou à cidade onde treinou durante um ano e meio, período em que conquistou importantes resultados ainda na categoria juvenil. Atualmente, ela atua como palestrante e treinadora da Confederação Brasileira de Tênis (CBT).
“Treinei aqui na Aliança durante um ano e meio. Foi neste clube que conquistei o título de campeã brasileira aos 17 anos. Estar agora do outro lado, ensinando, é algo muito gratificante”, afirmou a ex-atleta, que chegou a ocupar a posição de 171ª no ranking mundial da WTA e disputou quatro edições de Roland Garros, um dos torneios mais prestigiados do circuito internacional.
Estratégias e controle emocional em quadra
Durante a clínica, Sabrina compartilhou experiências de alta performance e abordou aspectos táticos e psicológicos do jogo, com ênfase em como lidar com a pressão em momentos decisivos.
“Preparo sempre um plano A e um plano B, porque os grupos são muito diversos. Gosto de trabalhar situações reais: o que fazer em um 30-40, como lidar com o nervosismo ou com um jogo que parece fácil demais. O foco é ajudar o aluno a tomar decisões sob pressão”, explicou.
Entre as participantes estavam Roberta Gomes de Oliveira, administradora de empresas, e Leila Korndorfer, nutricionista. Amigas de longa data, as duas iniciaram no tênis aos seis anos de idade e seguem praticando o esporte como forma de lazer e bem-estar.
“Participo porque quero aprender sempre. A experiência da Sabrina é única, ela já jogou em alto nível e pode nos dar dicas preciosas”, disse Roberta.
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Já Leila destacou os benefícios do tênis para a saúde: “É um esporte completo, que trabalha corpo e mente. Comecei na infância, parei por um tempo e voltei há cinco anos. A quadra me chamou de volta.”
Primeiros passos e uma virada de chave
Sabrina também relembrou o início difícil na modalidade, quando quase desistiu ainda criança.
“Comecei com cinco para seis anos, e o tênis não era tão adaptado como hoje. A raquete era pesada e o professor, um uruguaio, não falava a minha língua. Quando o clube mudou de treinador, tudo ficou diferente. O professor Osvaldo Flores, que já faleceu, era a alegria em pessoa, foi ele quem me fez gostar do tênis. O gosto pelo esporte eu devo a ele — e às primeiras vitórias, porque gando a gente começa a ver o resultado, tudo muda”, contou.
Um novo papel dentro das quadras
Hoje, do lado da instrução, Sabrina afirma que seu papel vai além do ensino técnico:
“Mais do que ensinar, procuro facilitar. Quero ajudar os alunos a superar os momentos difíceis dentro da quadra”, concluiu.