A manhã encoberta por nevoeiro deste domingo (20), em Novo Hamburgo, foi marcada por uma forte demonstração de fé e amor à profissão. A tradicional procissão em honra a São Cristóvão, padroeiro dos motoristas, reuniu cerca de 1,5 mil veículos — entre caminhões, carros, ônibus e vans —, segundo a organização do evento.
A celebração faz parte da 35ª edição da Festa de São Cristóvão, cuja data oficial é comemorada em 25 de julho.
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Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
A imagem do santo deixou a Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no bairro Santo Afonso, logo após a missa, conduzida pelo padre Cleber José Rodrigues. De lá, o cortejo seguiu pelas avenidas Pedro Adams Filho, Sete de Setembro, Primeiro de Março e Nações Unidas, em direção ao Centro da cidade.
Dezenas de moradores acompanharam das calçadas, acenando e observando o longo comboio que encheu as ruas com o som das buzinas.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Na saída da igreja, os veículos receberam a bênção do padre Cleber, com água benta.
“Essa festa é uma tradição do nosso povo. São 35 edições e mais de 40 anos de história. É uma forma de expressar a fé em São Cristóvão e pedir proteção no trânsito, que anda tão violento”, afirmou o sacerdote.
Tradição que passa de pai para filho
Entre os participantes, o caminhoneiro Andrinês Silveira de Oliveira se emocionou ao participar com o filho. “Para mim, é a realização de um sonho de criança. E agora, poder trazer meu filho é ainda mais especial. É preservar a tradição e a fé”, disse, ao lado de André Luiz Oliveira, na Avenida Pedro Adams Filho.
O percurso teve aproximadamente 12 quilômetros e durou cerca de uma hora e meia.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
A fé em São Cristóvão também é uma herança familiar para a técnica em saúde bucal Diovana Castro, de 32 anos. Filha e nora de caminhoneiros, ela reuniu a família do bairro Santo Afonso para prestigiar um momento especial: a estreia do sobrinho João Vitor Castro, de 23 anos, na procissão como caminhoneiro.
“Todos os anos participamos, mas este é diferente. É a primeira vez dele dirigindo no cortejo”, relatou emocionada. A família aguardava na calçada, ansiosa pela passagem e bênção do mais novo motorista “dos Castro”.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Já para Juliano Irmael, 42 anos, caminhoneiro há quatro, esta foi a segunda vez seguida participando da procissão.
“É uma coisa muito boa, não tem explicação. É uma bênção de Deus, e a gente se sente mais protegido nas estradas”, declarou.