O município de Novo Hamburgo recebeu uma boa notícia na área da educação. Em 2026 o Campus II da Universidade Feevale vai receber uma unidade da Escola Sesi de Ensino Médio e EJA.
O anúncio foi feito durante o lançamento de um novo programa desenvolvido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Chamado de Rota Fiergs, o projeto pretende conhecer e colocar em prática as demandas das regiões vinculadas com a entidade.

Foto: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale
“Cada território tem seus desafios e oportunidades. Estamos aqui para fortalecer a indústria gaúcha em todas as regiões do Estado”, diz o presidente da Fiergs, Claudio Bier.
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Quem apresentou a novidade foi a diretora-geral do Sesi, Susana Kakuta. “Vamos ter uma economia de aproximadamente R$ 80 milhões até 2030”, explica Susana. A opção antecipa a operação da escola em um ano, já que a previsão inicial era apenas para 2027
As obras devem começar ainda em 2025, a partir do segundo semestre. Já o funcionamento está previsto para acontecer no primeiro semestre de 2026, com o atendimento de 1,7 mil matriculas.
“Vamos conseguir aproveitar a estrutura da universidade, como segurança, estacionamento, alimentação.” A escola será instalada no Prédio Bicolor, atualmente desocupado e contará com investimento de R$ 2 milhões para adequações de infraestrutura.

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
Parceria
O reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, comemorou a parceria entre as partes. “Tenho uma relação muito antiga com o sistema Fiergs.” Conforme o profissional, as conversas começaram em novembro de 2024, na inauguração da Escola de Ensino Médio do Sesi em Canoas, na região metropolitana.
“Foi quando me falaram que a próxima escola seria em Novo Hamburgo e perguntaram se a Feevale tinha espaço.”
Na sequência, uma série de visitas e reuniões foram feitas até que o negócio fosse firmado. “O prédio será locado pela Fiergs. Algumas turmas que ainda frequentavam o local foram redirecionadas para outros espaços.”
Espaços sendo ocupados
Rosa explica que desde a pandemia há redução de alunos na universidade, criando a necessidade de ocupar espaços. “Temos dois pontos fundamentais para a vinda do Sesi: ter mais movimento no campus e a expectativa que alunos permaneçam conosco no ensino superior.”
Outra situação apontada pelo reitor é a relação com o sistema Fiergs. “Será algo positivo para todos. Os dois lados vão sair ganhando.” Rosa salienta que há uma relação de confiança entre as partes. “A estrutura está pronta, temos a expectativa de que as atividades iniciem no próximo ano.”
Economia e tendência nas universidades
O reitor da Feevale acredita que a ocupação de espaços são uma nova tendência nas universidades. Ele voltou a citar a queda no número de alunos no formato presencial e deu exemplos de outros campus gaúchos. “Na PUC, existe o TecnoPUC, a Bandeirantes também transferiu sua estrutura. Não são apenas atividades acadêmicas.”
No entanto, Rosa reitera que a preferência é por ocupações educacionais. “É melhor, buscamos isso. Na Unisinos participei da negociação representando o Senac que acabou levando a unidade para o campus.”
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