A 40ª Feira do Livro de Novo Hamburgo abriu as portas para um não tão novo universo dos livros. Realizada, pela primeira vez, em frente à Biblioteca Pública Machado de Assis, na Praça da Bandeira, a feira serviu também como um convite à visitação do espaço. O acesso aos atrativos da biblioteca estão entre os pontos positivos observados pelo secretário de Cultura, Ângelo Reinheimer.
O corredor de bancas de livros, as atrações culturais paralelas da feira e estrutura da biblioteca enalteceram a atividade cultural durante os quatro dias de evento, que se encerrou domingo (30), com destaque para a participação da patrona Eloísa Moura. “É de suma importância uma feira na cidade, para a cultura, para os estudantes, para as famílias, para as pessoas verem que a gente abre espaço para a leitura”, comenta a patrona.

Foto: Susana Leite/GES-Especial
Durante os dias de feira do livro, Eloísa, que faz parte da Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos (Alvales), teve a oportunidade de não só conversar com o público, como também observar a reação das crianças em seus primeiros contatos com a literatura.
“É muito bom ver o brilho no olhar das crianças. No espaço da Alvales, havia troca de livros e também doação de livros. Então, crianças que não puderam comprar, ali elas tinham a oportunidade de sair da feira levando um livrinho, e aquilo era encantador”, testemunha.
Até a tarde ontem, antes do encerramento das atividades, a feira do livro havia comercializado 3.728 livros. Além disso, estudantes da rede pública do município utilizaram 1.446 vouchers de desconto para aquisição de livros, como incentivo à leitura. E a proximidade entre feira e biblioteca resultou em cem novos usuários cadastrados como novos leitores da biblioteca pública.
Reinheimer considera a realização desta edição da feira do livro como uma retomada e possível início de um novo conceito, integrando a biblioteca ao evento.
“Chamou muito a atenção o fato de as pessoas trazerem os filhos para conhecerem a biblioteca. Acho que o grande ganho desta edição da feira é o contato do leitor com a biblioteca, com livro ‘de verdade’. Fora que o lugar é excelente: é quase que uma requalificação deste espaço que historicamente é dedicado à criança”, avalia o secretário.
Reinheimer relembra que o prédio da Biblioteca Pública originalmente foi uma escola e que a Praça da Bandeira foi construída como a primeira praça de brinquedos para crianças naquela região, onde viviam muito trabalhadores das indústrias locais. “É uma feira de resgate, uma feira de novos significados e de uma nova história que a gente pretende contar a partir de agora”, afirma.