O jornalista, escritor, vereador e historiador de Novo Hamburgo Felipe Kuhn Braun lança, nesta terça-feira (7), a obra “Luxemburgueses no Brasil”, feita com patrocínio da Associação dos Cidadãos Luxemburgueses no Brasil (Aclux).
O evento ocorre a partir das 19 horas na Fundação Scheffel (Rua General Daltro Fº nº 911 no bairro Hamburgo Velho) e deve contar com representante da Aclux e de descendentes do país europeu.

Foto: Amanda Krohn/GES-Especial
Felipe Kuhn Braun descreve que a obra é resultado de mais de vinte anos de pesquisa acerca da imigração de povos falantes da língua alemã no país, cujo trabalho reuniu mais de 51 mil fotos antigas e 400 mil nomes de imigrantes e descendentes.
“Esse é o primeiro livro no Brasil sobre a imigração de luxemburgueses. A ideia é publicar histórias que as pessoas não estão acostumadas a encontrar em uma biblioteca ou livraria. É dar uma contribuição como pesquisador preservando e compartilhando histórias que, até então, eram desconhecidas pelo grande público”, conta.
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Braun informa que o lançamento contará, além da venda de exemplares, com uma palestra e sessão de autógrafos. “O livro custa R$ 80,00 e quem estiver interessado em comprar também pode falar comigo pelas redes sociais.”
O escritor ainda comenta que, assim como a Aclux, pretende comemorar o bicentenário da imigração luxemburguesa em 2028. “Esse livro é um registro importante. Temos uma relação histórica e familiar, tanto meu avô como minha avó materna tinham raízem em Luxemburgo, eu auxiliei muitas pessoas no processo de cidadania. E com isso posso dar a minha contribuição como descendente e como escritor”, acres
História pouco conhecida sobre imigração de língua alemã
A obra conta a história dos povos que vieram morar no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná no século 19.
“Em torno de 3 mil imigrantes vieram para o Brasil em 1828. Isso ocorre no contexto de imigração de falantes da língua alemã, mas nessa época Luxemburgo já era um país e a Alemanha só passou a ser um país em 1871”, descreve o historiador.
Felipe Kuhn Braun explica que, assim como demais povos europeus, a vinda para o Brasil foi justificada por condições econômicas precárias em Luxemburgo. “Era um país agrário, ainda com uma monarquia, mas a revolução industrial começava a acontecer e muitos desses imigrantes eram camponeses, artesãos, sapateiros… e alguns militares.”
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De acordo com o autor, os imigrantes se estabeleceram em sete cidades da região de cobertura do Grupo Sinos: São Sebastião do Caí, Bom Princípio, Dois Irmãos, Morro Reuter, Nova Petrópolis, Montenegro e Pareci Novo. Fora dessa região, há ainda a cidade de São Vendelino.
“Depois eles foram se espalhando para outras cidades. Há descendentes de luxemburgueses em Novo Hamburgo, por exemplo, mas na região eles se estabeleceram nesses municípios.”
Braun afirma que o livro conta com uma listagem das famílias de sobrenome luxemburguês que foram para Santa Catarina. “Não temos ainda do Rio Grande do Sul porque ainda estamos fazendo o levantamento, mas temos planos de lançar um novo livro que tenha essa lista e mais detalhes também”, diz.