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Comércio aquecido

Frio prolongado impulsiona procura por itens de inverno no comércio da região

Com previsão de madrugadas geladas ao longo da semana, consumidores buscam mantas, aquecedores, pantufas e roupas mais quentes para enfrentar as baixas temperaturas

Dário Gonçalves
Publicado em: 17/06/2026 às 14h:24 Última atualização: 17/06/2026 às 14h:26
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As temperaturas baixas que vêm marcando o início desta semana já começam a refletir no movimento do comércio. Com previsão de madrugadas frias nos próximos dias, consumidores aproveitam para reforçar o estoque de itens de inverno em casa, impulsionando a procura por produtos como mantas, cobertores, aquecedores, estufas, pantufas, luvas e roupas mais quentes.

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Itens como toucas de lã começam a deixar as prateleiras direto para as mãos dos consumidores | abc+



Itens como toucas de lã começam a deixar as prateleiras direto para as mãos dos consumidores

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial

Lojistas relatam que a demanda costuma aumentar sempre que as temperaturas caem de forma mais consistente, especialmente quando o frio se mantém por vários dias seguidos. Diferentemente de episódios isolados de frio intenso, a perspectiva de uma semana inteira de mínimas baixas leva muitas pessoas a anteciparem compras para garantir mais conforto dentro de casa e no dia a dia.

Procura aumenta com sensação de inverno instalado

Proprietário de uma loja na rua 1º de Março, no Centro de Novo Hamburgo, Jardel Krabbe comenta que desde o fim de maio as vendas aumentaram, embora o movimento ainda seja baixo. “Durante a semana, tanto manhãs quanto tardes registram o mesmo movimento. Mas na sexta e no sábado, costuma vender mais”, comenta.

Funcionária na loja, a mãe Dulce Krabbe conta que as blusas térmicas são os itens mais vendidos, seguidos de perto por jaquetas, casacos corta-vento, além de pantufas e meias. “Na verdade, todas as roupas quentes estão tendo procura, mesmo aquelas que não aparecem, como camisetas de mangas compridas”, relata.

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Apesar das baixas temperaturas, também há lojistas preocupados. Andreia Oliveira, gerente de uma loja em frente ao paradão, conta que as vendas estão cerca de 50% menores do que o mesmo período do ano passado. “Na verdade, estamos em baixa o ano inteiro. No Dia dos Namorados as vendas subiram um pouco, mas ainda foi muito abaixo do que esperávamos.”

Andreia acredita que as compras pela internet tem afastado os consumidores das lojas físicas. “Existe a praticidade de pedir e receber em casa, então também nos adaptamos às vendas online. Porém, é nas lojas que as pessoas podem experimentar, sentir o tecido, ver o que combina melhor com elas”, complementa.

Em uma loja de cama, mesa e banho da região central, a gerente Lori Dresch também diz enfrentar a concorrência do mercado digital. Por conta disso, reduziu os preços nessa época de maior procura. “Agora costuma sair muitos cobertores, principalmente aquelas mantinhas que são mais finas, mas que o pessoal gosta bastante”, afirma.

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Experiência aos consumidores

Apesar do aumento na procura por produtos típicos da estação, o cenário segue desafiador para parte do comércio. Coordenadora da CDL Mulher de Novo Hamburgo, Cris Casagrande afirma que o frio costuma beneficiar alguns segmentos específicos do varejo.

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“O frio costuma aquecer alguns segmentos do comércio, principalmente vestuário e itens de inverno. Mas, de fato, o varejo tem enfrentado um cenário mais desafiador com a forte concorrência das vendas online”, observa.

Para ela, o diferencial das lojas físicas está na experiência oferecida aos consumidores. “Além do preço, é importante investir em vitrine, presença digital e ações que aproximem o consumidor da loja. O comércio local tem um papel fundamental nesse movimento, pois gera emprego, renda e fortalece a economia da cidade.”

Segundo Cris, o ambiente digital não precisa ser visto apenas como concorrente. “O digital não é só concorrente, pode ser um aliado importante para atrair o cliente até o ponto de venda”, complementa.

Consumidores buscam mais conforto para enfrentar as baixas temperaturas

Nas lojas, o frio também influencia o comportamento dos clientes. Muitas compras são motivadas pela necessidade imediata de enfrentar as temperaturas mais baixas registradas nas primeiras horas da manhã e durante a noite.

A funcionária de uma loja na Avenida Pedro Adams Gabriela Pasturiza, explica que os itens mais vendidos são justamente aqueles que estão perto da porta de entrada e atraem os consumidores que passam e enxergam o produto de imediato. “Tem saído muitos lenços, pantufas e cachecóis, principalmente entre o público feminino. Homens geralmente compram para presente”, explica.



Quem vai mais afundo na loja, acaba se deparando com lucas, roupas térmicas, polainas e muitos acessórios que complementam as grandes roupas, como jaquetas e casacos. “Eu queria uma manta, ou cachecol. Alguma coisa para poder esquentar o pescoço. Tem bastante opções de lenço e já vou aproveitar para ver mais alguma coisa, talvez alguma luva”, detalha a consumidora Isabel Frohlich.

Em lojas de eletrodomésticos, aquecedores, principalmente os portáteis, são os campeões de venda. Juntam-se a eles fogões a lenha e estufas.

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