Mais uma associação pode ter que procurar um novo endereço em Novo Hamburgo. Dessa vez, quem se encontra nessa situação é a Casa da Praça, grupo artístico da cidade que enfrenta uma ordem de despejo da prefeitura desde novembro de 2025.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
Nessa segunda-feira (11), a associação participou de uma reunião junto à Secretaria de Cultura de Novo Hamburgo. Para o encontro, era aguardada a apresentação de um laudo estrutural do grupo em relação ao prédio, pois a partir deste documento, poderia ser construído um termo de ajustamento de conduta (TAC). No entanto, isso não ocorreu.
“Enfrentamos algumas dificuldades financeiras e não conseguimos completar o laudo a tempo. Por conta disso, pedimos um prazo maior. Agora, vamos protocolar essa solicitação desse prazo e esperamos que tenha alguma mudança na decisão do despejo, que está marcada para o dia 14”, explica Mariana Mattos, integrante da associação.
Agora, o Casa da Praça aguarda que seu setor jurídico formalize a solicitação de prorrogação de prazo, possibilitando uma nova data para apresentação do laudo em relação às condições do prédio, localizado na rua Cacequi, 19, bairro Boa Vista. O time, de momento, não possui um outro endereço para continuação de suas atividades.
Contra o relógio
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Desde 2025, Casa da Praça e representantes do Poder Público realizam reuniões a fim de encontrar maneiras que mantenham o espaço como de responsabilidade do grupo artístico. Na última reunião antes desta segunda-feira, realizada em 23 de março, foi combinada a entrega do laudo para este dia 11 de maio, o que não ocorreu.
“Os representantes da Casa da Praça comprometeram-se a protocolar a documentação junto ao setor de atendimento até o dia 14 de maio”, manifestou a prefeitura.
Atividades realizadas e oposição ao despejo
No atual endereço, a Casa da Praça recebe treinos de circo, capoeira, ateliê e exposições de arte. Desde que a última ordem de despejo foi emitida, o grupo destaca a posse do Termo de Compromisso Cultural (TCC), o que, em tese, caracteriza a Casa como de “utilidade pública”. O cenário está sob ameaça há cerca de seis meses, mas antes disso, já foi de incertezas.
Ainda em 2022, sob o governo de Fátima Daudt, a primeira ordem de despejo foi emitida. A associação, endereçada na rua Cacequi desde 2013, apresentou seus projetos e ideias ao Executivo, resolvendo a permanência no diálogo.