Um encontro especial, marcado pela gratidão e pelo reconhecimento: assim foi a reunião do Grupo Escoteiro Hans Staden neste sábado (9), em Novo Hamburgo. A programação reuniu escoteiros, familiares, antigos integrantes e apoiadores em um momento de confraternização, homenagens e valorização das pessoas que seguem o legado do movimento.
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Foto: Paola Altneter/GES-Especial
Uma das histórias destacadas durante o encontro foi o ato de coragem da jovem Ana Beatriz Leal, de 15 anos, que salvou o pai de um engasgo, na época com 13 anos. “A gente estava jantando e, na pressa, meu pai acabou se engasgando. Minha mãe ficou paralisada, porque é um choque, na hora tu não sabe o que fazer, e eu vim por trás e fiz a manobra de Heimlich”, conta.
O pai da estudante relata que se surpreendeu com a rápida ação. “Esperava que a minha esposa fosse fazer, da minha filha não aguardava essa situação”, relembra Joao Tiago Leal, 48. Por isso, ela recebeu a Medalha Cruz de Valor Caio Vianna Martins, uma condecoração que leva o nome de um escoteiro. “Eu não estou acreditando ainda, até porque demorou dois anos, mas eu me sinto muito grata por ter aprendido tanto nos grupos”, ressalta Ana.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
O diretor-geral da Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (IENH), Seno Leonhardt, recebeu a Medalha de Gratidão – Grau Ouro, pelo incentivo e fortalecimento da entidade para com o grupo de escoteiros. Além disso, a posse do presidente José Maria Ribeiro Carriconde foi outro destaque. Ele evidencia que a expectativa é dar continuidade aos trabalhos realizados e superar desafios de ordem formal.
“De documentação necessária para que o grupo consiga participar de projetos de captação de recursos de ordem nacional e estadual, para que consigamos desenvolver melhor as atividades ligadas ao escotismo”, sustenta. Outra oportunidade é a implantação do ramo filhotes, que ainda está se desenvolvendo no Brasil e no Estado.
Grupo para formação do cidadão
O Grupo Escoteiro Hans Staden existe em Novo Hamburgo há 57 anos e atualmente conta com cerca de 80 integrantes, entre jovens beneficiários e adultos voluntários, conforme o presidente. Os escoteiros, de acordo com as idades, são divididos em grupos, chamados “ramos”: lobinho, escoteiro, sênior e pioneiro.
Carriconde explica que cada ramo possui atividades específicas. “O escotismo se propõe no mundo inteiro a formar o cidadão, não em concorrência com a família, escola ou projetos religiosos, mas nós complementamos todas essas modalidades educativas”, afirma. Atividades lúdicas, teóricas e práticas fazem parte das ações. “Está incluso desde a convivência, disciplina e autonomia”, menciona.
Contato com a natureza
O escoteiro Eduardo Meinhart, 11, faz parte do grupo há cerca de quatro anos e o contato com a natureza é um dos fatores que mais aprecia. “O que eu aprendi e levo comigo é que o movimento escoteiro foi criado por um fundador que passava ensinamentos para os jovens e que ensinava como fazer coisas com a natureza. Esse é um gesto bem bonito”, diz.