Em menos de uma semana, uma tragédia deixou mais uma vez enlutada a família de Thiago Henrique dos Santos, de 15 anos. Ele estava na carona da Honda XRE pilotada pelo pai, Airton Santos, 54, que se chocou contra a traseira de um caminhão guincho na última terça (21).
O pai teve a morte confirmada no local. Thiago chegou a ser levado ao Hospital Nossa Senhora das Graças, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no sábado (25).
E nesta segunda-feira (27), quatro dias após o enterro do motociclista, foi a vez dos familiares e amigos se despedirem do adolescente em uma cerimônia que comoveu a comunidade, já que, além do pai, Thiago lidava com o luto de perder a mãe, Janice, há cerca de dois meses. A mulher teve um infarto em função da Covid-19. Ela faria 43 anos na última quarta (22).

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
“Era um menino exemplar”
Um excelente aluno. É assim que descreve a professora Patrícia de Oliveira. Ela conviveu com o adolescente por três anos, durante as aulas de espanhol e inglês na Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Jair Henrique Foscarini, no bairro Boa Saúde, onde a família residia. “Eu só tenho coisas boas para falar dele, sempre foi um aluno exemplar. Ele foi meu aluno desde o 6º ano, então não tinha como não vir prestar uma homenagem”, diz.
Ela conta que Thiago gostava de ajudar os colegas que tinham dificuldades nas disciplinas. “É uma tragédia o que aconteceu. Ele perdeu a mãe há pouco tempo, e [recentemente] o pai”, declara. O adolescente era aluno do curso técnico em Eletrônica da Escola Técnica Estadual em Portão (Etep). “Ele ia ser um excelente profissional, teria uma carreira promissora”, descreve a professora.
ENTRE NO NOSSO CANAL NO WHATSAPP
Integrante do Juniores e Adolescentes (Juad) desde os sete anos, Thiago é descrito pelo pastor da Igreja Ministério Batista Cristo é a Vida (MBCV) de Estância Velha, Wilson Soares, como um jovem especial. Ele conta que no último ano, os pais do adolescente começaram a congregar na instituição.
“O Thiago era um menino muito feliz e alegre, ele era uma benção, e a gente tinha o grande privilégio de poder estar com ele. Como a gente falou no velório, ele combateu o bom combate, completou a carreira dele e guardou a fé”, relata.
O pastor menciona que todo sábado, o adolescente se fazia presente nos encontros. “Ele era um menino exemplar. Nós temos um lema no Juad que é: ‘ser exemplo em pensar, falar e agir’, e ele de fato cumpria isso”, completa.
O corpo foi velado na Rua 22 de Outubro, no bairro Boa Saúde, e o enterro aconteceu no Cemitério Municipal de Novo Hamburgo, mesmo local onde o pai foi sepultado na última quinta (24).

Foto: Reprodução