Desde o dia 15 de dezembro internada no Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH), a moradora do bairro Rincão, Artemes da Rosa Bender, 71 anos, aguarda a transferência para um hospital capaz de realizar procedimentos de alta complexidade.
Diabética, a idosa precisava amputar um dedo, por conta da veia da perna que está entupida, impedindo a circulação do sangue nas pontas dos dedos. No entanto, com a demora para conseguir um leito em Porto Alegre, a situação se agravou.

Foto: Arquivo Pessoal
“Já estamos indo para três dedos que precisam ser amputados. Em pouco mais de duas semanas, a situação só piorou”, explica a filha, Tainara dos Santos. O primeiro dedo acabou necrosando após um diagnóstico inicial de infecção fúngica. “Ela fez um cateterismo aqui no hospital e começou a sentir dor no dedo, falaram que era uma infecção e receitaram antibiótico, mas, ao invés de melhorar, piorou.”
A dor é tanta, que Artemes precisa de morfina para suportar. “Se demorar mais, a mãe corre um risco muito grande de perder o pé ou a perna inteira. Estamos tentando correr contra o tempo”
Na Justiça
Conforme a Fundação de Saúde de Novo Hamburgo (FSNH), responsável pela administração do HMNH, Dona Artemes já está com o nome cadastrado no Gerenciamento de Internações Hospitalares (Gerint). Entretanto, é necessário aguardar um leito para que a transferência possa ser efetivada.
Sem tempo a perder, a família da paciente foi aconselhada a entrar na Justiça para conseguir a transferência imediata. “Fomos na Defensoria Pública no dia 18 de dezembro e entregaram um papel para ser preenchido no hospital. Quando voltei para entregar o formulário, estavam de férias e pediram para seguir o trâmite on-line.”
Desde então a filha e outros familiares aguardam um e-mail. “A nossa família é pequena. Sou eu e outra irmã, nós somos adotadas e a mãe nos criou desde os 9 meses. Temos outra irmã, filha biológica da mãe, que tem deficiência visual. Estamos nos desdobrando para acompanhar a mãe no hospital”, diz Tainara.
Para ajudar nas despesas, uma vakinha foi criada na internet. “Criamos a Vakinha para ajudar a custear cuidadores e os deslocamentos até o hospital, pois os gastos estão sendo grandes e constantes”, reforça.
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