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NOVO HAMBURGO

Idosa corre o risco de perder o pé se não for transferida para hospital com capacidade para procedimentos de alta complexidade

Moradora do bairro Rincão, Artemes da Rosa Bender, 71 anos, está há mais de 15 dias internada no HMNH

Idosa corre o risco de perder o pé se não for transferida para hospital com capacidade para procedimentos de alta complexidade
Publicado em: 02/01/2026 às 16h:30 Última atualização: 02/01/2026 às 16h:31
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Desde o dia 15 de dezembro internada no Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH), a moradora do bairro Rincão, Artemes da Rosa Bender, 71 anos, aguarda a transferência para um hospital capaz de realizar procedimentos de alta complexidade.

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Diabética, a idosa precisava amputar um dedo, por conta da veia da perna que está entupida, impedindo a circulação do sangue nas pontas dos dedos. No entanto, com a demora para conseguir um leito em Porto Alegre, a situação se agravou.

Artemes da Rosa Bender aguarda transferência para hospital que fala procedimentos de alta complexidade | abc+



Artemes da Rosa Bender aguarda transferência para hospital que fala procedimentos de alta complexidade

Foto: Arquivo Pessoal

“Já estamos indo para três dedos que precisam ser amputados. Em pouco mais de duas semanas, a situação só piorou”, explica a filha, Tainara dos Santos. O primeiro dedo acabou necrosando após um diagnóstico inicial de infecção fúngica. “Ela fez um cateterismo aqui no hospital e começou a sentir dor no dedo, falaram que era uma infecção e receitaram antibiótico, mas, ao invés de melhorar, piorou.”

A dor é tanta, que Artemes precisa de morfina para suportar. “Se demorar mais, a mãe corre um risco muito grande de perder o pé ou a perna inteira. Estamos tentando correr contra o tempo”

Na Justiça

Conforme a Fundação de Saúde de Novo Hamburgo (FSNH), responsável pela administração do HMNH, Dona Artemes já está com o nome cadastrado no Gerenciamento de Internações Hospitalares (Gerint). Entretanto, é necessário aguardar um leito para que a transferência possa ser efetivada.

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Sem tempo a perder, a família da paciente foi aconselhada a entrar na Justiça para conseguir a transferência imediata. “Fomos na Defensoria Pública no dia 18 de dezembro e entregaram um papel para ser preenchido no hospital. Quando voltei para entregar o formulário, estavam de férias e pediram para seguir o trâmite on-line.”

Desde então a filha e outros familiares aguardam um e-mail. “A nossa família é pequena. Sou eu e outra irmã, nós somos adotadas e a mãe nos criou desde os 9 meses. Temos outra irmã, filha biológica da mãe, que tem deficiência visual. Estamos nos desdobrando para acompanhar a mãe no hospital”, diz Tainara.

Para ajudar nas despesas, uma vakinha foi criada na internet. “Criamos a Vakinha para ajudar a custear cuidadores e os deslocamentos até o hospital, pois os gastos estão sendo grandes e constantes”, reforça.

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