A Feira da Iniciação Científica (FIC) e o Salão de Extensão (SE) iniciam-se nesta segunda-feira (10) no câmpus 2 da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo. As atividades integram a programação do Inovamundi, evento voltado à ciência, tecnologia e inovação que ocorre até esta sexta-feira (14).
A FIC reúne estudantes e docentes de graduação que desenvolvem atividades de iniciação à pesquisa, com objetivo de fortalecer a aplicabilidade e a socialização de seus resultados. Já o SE reúne apresentações de trabalhos da Extensão Universitária oriundos de cursos de extensão, Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs), entre outros, com objetivo de fortalecer a relação universidade-sociedade.
De acordo com o assessor de Iniciação à Pesquisa e Extensão da Universidade, Rodrigo Staggemeier, a projeção é de grande adesão às atividades. “Temos um número enorme de professores e alunos envolvidos, isso dentro de mais de 200 sessões de apresentação, então a gente tem uma expectativa bem grande de troca de conhecimentos entre os alunos e a banca”, comenta.
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Staggemeier avalia que o Inovamundi já tem trazido resultados positivos desde o início das atividades. “O evento abrange todos os níveis de ensino. Tivemos mais de 1300 trabalhos inscritos, dentre eles, 228 trabalhos externos, além de participações internacionais, do México, Peru, Espanha, Alemanha e Itália. A semana passada foi bem produtiva e acreditamos que esta semana também será.”
Pesquisas sobre espiritualidade e saúde mental na área da Saúde
A estudante Talia Muller, de 27 anos, do curso de graduação em Medicina, está apresentando trabalho na FIC pela terceira vez neste ano. Em 2024, sua participação lhe rendeu o primeiro lugar na categoria de Projeto Destaque na Fic, rendendo-lhe uma bolsa de Mestrado ou Doutorado.
“No ano passado o trabalho foi sobre o Projeto Rondon, em Pernambuco, com questionários sobre as mulheres que faziam, ou não, mamografia dentro da faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde. Então elas falavam se fizeram a mamografia de rastreio e o motivo de não fazer”, conta.
Neste ano, o tema de sua pesquisa foi Oficina Ouvidores de Vozes no CAPS à Luz da Reforma Psiquiátrica: Relato de Experiência – Ver SUS. “É uma oficina sobre a experiência não-compartilhada de ouvir vozes, em que os pacientes falam como aquilo afeta a funcionalidade diária deles. E o Ver-SUS é um programa de imersão de uma semana dentro do SUS em todos os níveis de atenção”, explica a estudante.
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Para Talia, a importância do Inovamundi vai além da chance de ser premiada. “Ele dá a chance de ver o mundo da pesquisa da forma diferente, então a gente aprende a fazer pesquisas, resumos, e traz experiências fora do mundo acadêmico, em que a gente tem algo mais teórico e focado.”
Luciano Ricardo Ribeiro de Carvalho Filho, de 28 anos, também do curso de medicina, fez o trabalho “Avaliação da Espiritualidade e Pacientes com Obesidade: aplicação do questionário HOPE”, junto com dois outros colegas de faculdade. O resultado foi apresentado no Salão de Extensão.
“Acredito que eventos como esse não apenas estimulam toda a instituição a desenvolver a iniciativa científica, como também universidades que não têm o mesmo estímulo que a Feevale. E beneficia também o nosso futuro, para quando nosso currículo for avaliado em futuras oportunidades.”
Na apresentação, Paula Cristina de Souza Miranda, do mesmo grupo, descreveu que a pesquisa focou em como a espiritualidade poderia contribuir com o tratamento dos pacientes. “Muitos se apegam a Deus quando passam por situações difíceis e outros têm a família como fonte de apoio.”