Os Jogos Universitários Gaúchos de Voleibol (JUGs Vôlei) movimentaram o ginásio da Sociedade Ginástica Novo Hamburgo durante este sábado (13) e domingo (14). O campeonato é promovido pela Federação Universitária Gaúcha de Esportes (Fuge).
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Os jogos reuniram 18 equipes de instituições de ensino superior do Rio Grande do Sul (9 femininas e 9 masculinas) em 26 jogos durante os dois dias de competição.
Na disputa masculina, participaram as equipes da Feevale, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Unisinos, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Faculdade Sogipa, Unipampa, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). No feminino, estiveram a Universidade de Passo Fundo (UPF), UFSM, Feevale, UFPel, Unisinos, Unipampa, UFCSPA, UFFS e UFRGS.
A realização dos jogos no município se deu por meio de uma parceria entre a Universidade Feevale e a Sociedade Ginástica, que disponibilizaram suas estruturas e alojamentos para que o evento ocorresse no município.
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Diretor técnico da Fuge, Francisco Carlos Lemes destacou que a competição contou com a presença de equipes que já jogaram profissionalmente. “Sempre tem uma disputa muito grande entre as universidades, este ano aqui tivemos nove femininos e nove masculinos, em nível bem alto. São times que já jogaram no brasileiro, então muitos se revezam.”
O diretor do vôleibol na Sociedade Ginástica, Juliano Groehs, comentou as oportunidades que parcerias como essa podem gerar para os atletas. “Isso é uma coisa que conversamos bastante, tanto com eles como com as famílias. Essa parceria está mostrando que eles estão em evidência, são dois anos como campeões estaduais no masculino e em terceiro lugar no feminino, mas sempre disputando semifinais”, diz, referindo-se ao time da Feevale.
“Com isso os mais jovens estão se espelhando e a gente não trabalha somente com o vôlei profissional, mas também com o universitário. Desenvolvemos bem as categorias de base para eles terem uma chance de disputar uma bolsa na faculdade”, continua.
O coordenador no Programa Esporte Universitário na Feevale, Jonas Ronaldo de Melo, elogiou o desenvolvimento dos times antes mesmo das semifinais. “Nosso desempenho foi excelente, vencemos as duas partidas no feminino e no masculino e nos classificamos para as semi. O jogo mais difícil que tivemos foi contra a Sogipa, que é uma equipe qualificada e conseguimos eliminar eles na chave.”
“Não consigo lembrar da minha vida antes do vôlei”
Jogadores pela Universidade Feevale, Felipe Kreling, de 38 anos, de Caxias do Sul (conhecido como Feijão), e Matheus Ely, de 25, de Novo Hamburgo, já jogaram profissionalmente e têm uma relação íntima com o esporte.
Para Feijão, a conexão com o vôlei é algo que não se apaga. “Não consigo lembrar da minha vida sem o vôlei. Jogo desde os meus 12 anos de idade e joguei profissional por 9 temporadas, minha família toda é envolvida, meu irmão segue jogando e agora meu filho está começando a brincar”, comenta.
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“Me ensinou muita coisa, não só esportivamente, como valores para a vida, de cooperação, trabalho em equipe e disciplina. Levo muito isso para a minha vida pessoal”, continua.
O educador físico Matheus também não abre mão do esporte. “Comecei no vôlei há 15 anos, mas não penso mais em jogar profissionalmente. Quando era mais novo, já fui jogar em São Paulo e tudo, mas depois da pandemia pensei em voltar para cá por causa da família e tudo. Hoje o vôlei é um hobby para conciliar trabalho e estudo.”