Três estudantes gaúchos vão representar o Brasil e o Rio Grande do Sul na Regeneron ISEF (International Science and Engineering Fair), que acontece entre os dias 10 e 16 de maio, em Columbus, Ohio, nos Estados Unidos (EUA). A ISEF é considerada a maior feira pré-universitária de ciência e engenharia do mundo.

Foto: Luis Eduardo Selbach/Divulgação
Vítor Ivan Wagner, Clara Mittmann Bonato e foram premiados na edição do ano passado da Mostratec-Liberato (Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia). A Mostratec-Liberato é a feira brasileira mais antiga que participa desse importante evento nos EUA. Desde 1993, quando fez sua estreia, não deixou de comparecer à feira.
Passados 32 anos, mais uma vez uma delegação de finalistas brasileiros, credenciados pela Mostratec-Liberato, representará o país na ISEF. São 13 estudantes, que apresentam nove trabalhos oriundos de oito estados da federação: Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Maranhão, Amazonas e Amapá.
Celulose
Clara Mittmann Bonato e Eduarda Hullen Leonhardt, ambas com 19 anos, vão levar para os Estados Unidos o projeto intitulado Síntese e Caracterização do Polímero Acetato de Celulose a partir da Pinha de Pinus spp. O estudo tem por objetivo a utilização de pinhas de Pinus spp., um resíduo agroindustrial subutilizado, como fonte alternativa de celulose para a síntese de acetato de celulose. Os resultados sugerem que o teor de celulose das pinhas é comparável ao da madeira de Pinus, validando seu potencial como matéria-prima.
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O processo envolveu a purificação das pinhas, realizada por meio de duas metodologias distintas descritas na literatura, aplicadas em sequência, seguida pela síntese do polímero. Os dados obtidos demonstram que as pinhas de Pinus spp. são uma fonte viável de celulose para a síntese de acetato de celulose, destacando a viabilidade do processo e a necessidade de otimização para aprimorar sua eficiência e aplicabilidade industrial.
A proposta foi desenvolvida considerando a demanda crescente por materiais sustentáveis e a necessidade de reduzir o impacto ambiental associado aos polímeros convencionais e tem como orientadora Rosane Catarina dos Santos.
IA para identificação de câncer
Já Vítor Ivan Wagner, 18 anos, orientado por Marco César Sauer, desenvolveu o projeto Inteligência Artificial Aplicada em Quantificação de Tumores em Imagens de Tecidos. A pesquisa apresenta uma Rede Neural Residual Convolucional Multi-Escala para Regressão (MSCRNN-R) para quantificar células malignas. Ao contrário da classificação binária, ela fornece quantificação numérica do tumor por meio de mapas de calor gerados dinamicamente. Além disso, o estudo valida descobertas anteriores sobre Redes Neurais Artificiais (ANNs) na detecção de tumores.
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