Mais de 100 alunos participam da segunda edição do Robôs que Transformam nesta quinta-feira (23), no ginásio do Colégio Marista Pio XII. O evento reúne equipes de 12 escolas e seus projetos com o objetivo de ampliar o acesso à robótica e à ciência, além de despertar nos jovens o interesse pela tecnologia, pelo trabalho em equipe e pelas melhorias à comunidade.

Foto: Amanda Krohn/GES-Especial
Ao longo do dia, os estudantes, representados por 17 equipes, enfrentam desafios em três circuitos temáticos — Natureza, Educação e Indústria — que simbolizam pilares do desenvolvimento de Novo Hamburgo.
Os alunos são das escolas EMEB Anita Garibaldi, EMEB Francisca Saile, EMEB Ver. João Brizolla, EMEB Presidente Nilo Peçanha, EMEB Martha Wartenberg, EMEB Presidente Prudente de Moraes, EMEB Monteiro Lobato, EMEB Samuel Dietschi, EMEB Harry Roth, EMEB Getúlio Vargas, EMEB Castelo Branco e EMEB Arnaldo Grin.
Onze delas receberam kits de robótica doados pelo Rotary Club de NH 25 de Julho.
O evento é organizado pela equipe de robótica Under Control 1156, do Colégio Marista Pio XII, o Rotary Club Novo Hamburgo 25 de Julho e a empresa Domínio Tributário.
Projetos sobre plantio e prevenção às enchentes
Uma das escolas participantes, a Emef Vereador João Brizola, contou com duas equipes com projetos diferentes. “Na escola a gente trabalha a robótica e tínhamos um projeto no ano passado que era uma horta com irrigação automática e, para esse ano, evoluímos para uma miniestufa”, conta a professora Daiana Castro Borges.
“Já a segunda equipe, inspirada em uma escola que foi atingida pela enchente no bairro Canudos, é uma régua de medição para o bairro Rio dos Sinos que emite um alerta sonoro para que as famílias saibam que o rio está cheio e corre o risco de inundação”, continua.
A primeira equipe é composta pelos alunos Valentina Mikaela Weber da Silva, de 11 anos, Nathaly Gabriele dos Santos, também de 11, Joana Gabriela dos Santos Dapper, 10, Isabeli Hasse, 11, todas do 5º ano, e Arthur Bernardo Zimmermann, 10, do 4º.
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“Nós tivemos a ideia a partir da horta que a gente tinha na escola e a gente queria melhorar o projeto de irrigação automática para controlar a umidade, a temperatura e a iluminação”, conta Nathaly.
Segundo Valentina, a estufa também ajuda a proteger as plantas contra predadores. “Tinha os bichinhos que comiam as plantas e o plástico ao redor ajuda a evitar que eles venham”, diz Valentina.
A segunda equipe, por sua vez, é composta pelos estudantes Davi Lorenzo de Moraes, de 10 anos, Endrick Cauê dos Santos, também de 10, Lorenzo Santos Correa, todos do 4º ano, e Gustavo dos Santos Selistre, de 10 anos, do 5º ano.
Conforme Davi Lorenzo, a equipe desenvolveu o projeto pensando em auxiliar moradores de bairros como o Canudos a se prevenir contra os danos causados por enchentes.
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“Ela ajuda a medir o Rio dos Sinos para as pessoas saberem que ele vai encher e não perderem as suas coisas caso aconteça uma inundação.”
Gustavo comenta que viu a situação de perto em 2024. “Na minha casa quase chegou água, mas não entrou porque é mais alta, mas conheço um menino que teve a casa atingida. Por isso a régua é importante, para nos prevenir de perder as coisas da nossa casa e alertar a comunidade do Canudos.”