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EDUCAÇÃO

"Queremos seguir ampliando em 2026": Mais de 65% dos alunos frequentam o turno integral em creches de Novo Hamburgo

Conforme o titular da Smed, ampliação é resultado de reavaliações das estruturas nas escolas

"Queremos seguir ampliando em 2026": Mais de 65% dos alunos frequentam o turno integral em creches de Novo Hamburgo
Publicado em: 22/10/2025 às 07h:01 Última atualização: 22/10/2025 às 16h:01
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Com 32 creches espalhadas pelo município, a rede pública de Novo Hamburgo conta com 3,6 mil alunos matriculados. Destes, 2,4 mil fazem parte do turno integral, garantindo 68,11% de cobertura às crianças hamburguenses.

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Conforme o titular da Secretaria da Educação (Smed), André Luís Silva, a opção é oferecida para todas as famílias que buscam vagas na faixa etária de 0 a 3 anos. “Aquela família que desejar apenas o turno da manhã ou tarde, precisa avisar. Caso contrário, a criança vai permanecer durante o dia na creche.”

Thailane com os filhos que estudam em tempo integral   | abc+



Thailane com os filhos que estudam em tempo integral

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial

Em 2025 o número de estudantes na modalidade é 26% superior em relação à 2024. “Esse resultado não aconteceu do dia para a noite. Foi possível graças ao trabalho iniciado pela Simone [Schneider, falecida em julho]. Toda a estrutura foi reavaliada”, explica Silva.

O secretário reforça que o objetivo é qualificar as vagas no município. “Em 2025 foram 504, queremos seguir ampliando em 2026, mas para isso são feitos estudos. Inclusive vamos nos reunir com a equipe técnica da Smed para o estudo de quadros.”

Silva salienta que apesar do turno integral gerar tranquilidade aos familiares e responsáveis dos alunos, a ideia também consiste em questões pedagógicas. “É importante ter o acesso a temas educacionais e de desenvolvimento”, completa.

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Ampliação

Para ampliar as vagas não são necessárias grandes intervenções nas estruturas das instituições. “Muitas vezes conseguimos a ampliação a partir de um simples remanejo de turmas entre uma sala e outra.”

Assim, a Smed vai conseguindo atender mais alunos na rede. “Atualmente temos aproximadamente 150 crianças em espera. Mas, não posso chamar de déficit. Em alguns casos, a família optou por deixar a criança em casa por não conseguir a vaga desejada, seja na localização ou preferência por turno.”

A fala do secretário é seguida pela diretoria da Escola de Educação Infantil (Emei) Primavera, Cilene Rios Goulart, que desde 2017 atua na instituição. “Para a criança bem pequena o turno integral tem mais qualidade. Precisa do cuidado com alimentação, fralda, horário de sono e também realizamos o trabalho pedagógico completo.”

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Confiança na escola

Thailane Georg Becker, 32 anos, trabalha durante o dia e, se não fosse a educação em tempo integral, teria dificuldades para manter a atuação profissional. Dos quatro filhos, os mais novos estão matriculados na Emei Primavera. “Se fosse meio turno não valeria a pena seguir trabalhando. Teria que pagar alguém para cuidar deles ou colocar em uma escolinha particular. Estaria pagando para trabalhar.”

Joaquim, 4 anos, e Lorenzo, 2, entram na escola às 7h40 e permanecem no local até as 16h40. “Deixo eles com o coração tranquilo. Tenho muita confiança na escola, nos professores e funcionários. Sei que estão bem cuidados.”

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Thailane com os filhos Lorenzo e Joaquim, que estudam em tempo integral  | abc+



Thailane com os filhos Lorenzo e Joaquim, que estudam em tempo integral

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial

Os irmãos tomam café da manhã, almoçam e fazem dois lanches na creche. “O meu segundo filho também frequentou a mesma escola. Só a mais velha que não, já que a Primavera foi inaugurada em 2017.”

Um dos motivos para a escolha foi o espaço ao ar livre. “Eles tem contato com a natureza, um pátio grande. Isso é muito bom para o desenvolvimento deles.”

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No entanto, a moradora do bairro Primavera já está aflita em relação ao ano letivo de 2026. Isso porque Joaquim, que completou 4 anos, vai precisar deixar a Emei.

“Ele vai para uma Escola de Educação Básica (Emeb), onde o turno integral não é contemplado. Isso me preocupa, vai precisar ficar com a avó, que é uma pessoa de mais idade ou com alguém que não é especializada como as professoras daqui”, afirma, se referindo ao turno inverso da escola.

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