Matheus Cunha é o mais novo homenageado pela rota de pinturas da Copa do Mundo 2026 em Novo Hamburgo. Neste domingo (5), a iniciativa ocorreu na Rua Carioca, nº 16, do bairro Jardim Mauá, esquina com a Avenida Dr. Maurício Cardoso. [Veja o vídeo no final da matéria]
Desta vez, a iniciativa é da empresária Bruna Almeida, de 25 anos, com os artistas hamburguenses Rafael Jung, Joacaz Santos e o pelotense Nicholas Madeira Pereira, além de 13 apoiadores.
Bruna comenta que a ação tem o objetivo de movimentar a economia na localidade, uma vez que o efeito tem sido positivo nos locais onde as outras pinturas já foram realizadas, como no Centro e nos bairros Ideal, Pátria Nova, Canudos e Santo Afonso.
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“Foi para que a gente trouxesse visibilidade para o comércio local, porque aqui nessa rua tem diversos estabelecimentos, mas a gente acaba ficando um pouco escondido por conta da Avenida Maurício Cardoso, que também tem muitos”, afirma a empresária.
“A gente percebe que muitas pessoas vêm atrás por conta da pintura, tem pessoas de outras cidades que inclusive estão vindo para acompanhar”, continua.
Segundo o artista visual Joacaz Santos, de 29 anos, do bairro Santo Afonso, o grupo já havia pintado Neymar, Alisson, Endrick, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Vini Jr e Pelé.
Resgate à essência da Copa do Mundo
O artista plástico Rafael Jung, de 43 anos, da Galeria 5ª Galáxia, comenta que o movimento no Estado ganhou força após a pintura de Neymar em frente à sua galeria.
“A gente já tava acompanhando essa movimentação das pinturas de rua que estava acontecendo em São Paulo e no Rio de Janeiro, e aqui no Rio Grande do Sul a gente ainda não tinha essa cultura”, relata.
“Então teve um final de semana em que uma exposição minha trocou de data e eu fiquei com o final de semana livre. Aí minha esposa sugeriu que a gente pintasse uma rua, então juntamos alguns artistas e fizemos aquele painel sem muita pretensão e sem muita ideia da repercussão que daria”, continua.
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Jung reforça que até já tinha outras ilustrações, mas de outras formas e comenta que a ação fortaleceu a empolgação da comunidade em relação à torcida pelo hexa. “Não tinha no estilo que a gente fez. Isso virou uma febre e acho que resgatou também aquela essência da Copa lá de 2002, que eu lembro que o pessoal ainda pintava os cordões.”
Arte impulsionada pelas vitórias da seleção
Joacaz Santos afirma que o movimento artístico vai ganhando mais força à medida que o Brasil vence etapas no campeonato.
“Já é um projeto em que estamos trabalhando bastante durante a Copa, em uma iniciativa do Rafael, que acabou convidando outros artistas e foi se espalhando. Estamos na expectativa de seguir fazendo mais pinturas conforme a seleção for avançando”, comenta.
“Aguardamos o resultado do jogo deste domingo, mas o pessoal já está entrando em contato. Acaba que a gente precisa de recursos para isso, então alguns comércios entram em contato, buscam apoiadores para viabilizar e a motivação vem crescendo conforme o Brasil vai ganhando”, continua.
Muralista de Pelotas vê na arte uma ferramenta de combate ao preconceito
Dentre os artistas estava o muralista pelotense Nicholas Madeira Pereira, de 26 anos, que mudou-se para Porto Alegre com o objetivo de fazer parte de ações como esta. “A cultura artística na capital é mais forte do que na minha cidade e qualquer oportunidade de estar pintando e agregando arte para as pessoas, estou dentro”, conta.
“Eu conheci o Joacaz em outro evento e agora estou participando junto, também pintei o Vini Jr. junto com eles. Acredito que isso não só traz uma referência diferente para a cidade, como também combate o preconceito com o Rio Grande do Sul, que vejo muito nas redes sociais. É uma maneira de mostrar que não é como eles pensam, aqui tem arte, cultura e valorizamos muito isso”, finaliza.